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Campanha Salarial 2026

BB não apresenta propostas para as reivindicações dos funcionários

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A Comissão de Empresa dos Funcionários(CEBB) e a direção do Banco do Brasil se reuniram nesta quarta-feira (5/8), em São Paulo, para a quinta rodada de negociação da pauta específica do funcionalismo. Apesar da amplitude da pauta apresentada pelo movimento sindical, o banco não apresentou propostas concretas sobre as cláusulas econômicas, mantendo a expectativa para a próxima reunião, agendada para 14 de agosto.

Os trabalhadores iniciaram a rodada reforçando as principais reivindicações Cobraram que o banco apresente um plano de custeio para a Cassi; que revise a gestão por metas; novas melhorias na Tabela PIP da Previ; igualdade de acesso e atendimento à Cassi e Previ para os funcionários egressos, além de aperfeiçoamento do Programa de Cargos e Salários (também chamado de Programa de Carreira e Remuneração), com foco na revisão de critérios de progressão, valorização do mérito, reajuste de adicionais de função e atualização dos vencimentos do funcionalismo.

O movimento sindical também cobrou a realização de novos concursos públicos, ressaltando que a maioria das agências enfrenta déficit de pessoal. A falta de funcionários compromete o atendimento à população, sobrecarrega as equipes e agrava os problemas relacionados à saúde dos trabalhadores.

Durante a negociação, as entidades manifestaram preocupação com o uso dos programas próprios como instrumento de incentivo por parte do banco. O movimento sindical reafirmou ser contrário a esse modelo, defendendo que a verdadeira valorização dos funcionários deve ocorrer por meio de aumento real dos salários, do fortalecimento do Plano de Cargos e Salários e da valorização do piso salarial, e não por mecanismos de incentivo que não se incorporam à remuneração permanente dos trabalhadores.

Também foi destacada a preocupação com a ampliação da atuação dos correspondentes bancários, especialmente quanto ao tratamento de dados sensíveis dos clientes por terceiros, reforçando a necessidade de preservar a segurança das informações e a qualidade do atendimento prestado pelo Banco do Brasil.

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Na defesa do fortalecimento do Banco do Brasil como banco público, o movimento sindical reivindicou condições mais competitivas para as operações de crédito consignado, ampliação das alçadas dos gestores e maior autonomia para que as agências possam atender melhor a população.

Pauta econômica

Na pauta econômica, a CEEB reafirmou as reivindicações pela melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a revisão das gratificações de função, a implementação de uma promoção horizontal efetiva, além da valorização dos funcionários por meio de ganho real nos salários, revisão do Plano de Cargos e Salários e atualização do piso salarial, garantindo evolução profissional compatível com as novas responsabilidades e desafios tecnológicos da categoria.

As entidades enfatizaram que todas as reivindicações apresentadas são fruto da construção coletiva da minuta nacional, elaborada a partir das demandas da categoria. O objetivo é assegurar reconhecimento, valorização profissional, perspectivas concretas de carreira e melhores condições de trabalho para os funcionários do Banco do Brasil.

Ao final da reunião, o Banco do Brasil não apresentou avanços nas cláusulas econômicas. Conforme o cronograma das negociações, a expectativa agora é que a instituição apresente uma devolutiva concreta na próxima rodada de negociação, marcada para 14 de agosto.

“O movimento sindical seguirá mobilizado e acompanhando cada etapa das negociações, defendendo avanços reais que valorizem os funcionários e fortaleçam o Banco do Brasil como banco público, estratégico para o desenvolvimento do país e para o atendimento da sociedade”, destacou o presidente do Sindicato de Jequié, Fabiano Miranda, que representou os bancários da Bahia e Sergipe na negociação com o Banco do Brasil.

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