COE Itaú defende direitos dos funcionários das agências fechadas

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Itaú voltaram a se reunir nesta quarta-feira, 28 de agosto, para dar continuidade aos debates os debates sobre emprego, fechamento de agências e realocação os funcionários atingidos.
A direção do banco informou que foram encerradas 214 agências em todo o país, sendo 9 na Bahia, envolvendo 4.226 bancários no processo. Dos atingidos, 94% foram realocados, segundo o Itaú.
Para a diretora de Saúde, Andréa Sabino, que participou da reunião, apesar do banco avaliar que conseguiu alocar 94% dos funcionários envolvidos no processo de encerramento, há vários registro de demissões. “São colegas que já estavam na agência e tiveram que ser demitidos para dar lugar para o outro. Tivemos colegas demitidas, inclusive, no retorno da licença maternidade. Ou seja, o banco fechou agências e deixou um monte de pais e mães sem os seus postos de trabalho”, ressaltou.
O movimento sindical vem acompanhando também denúncias de transferência de bancários para agências muito distantes do seu domicílio, o que causa grandes transtornos tanto financeiro como psicológicos.
Remuneração
Os representantes dos trabalhadores cobraram ainda a abertura de negociação sobre os programas Ação Gerencial Itaú para Resultado (Agir) e o Score de Qualidade de Venda (SQV). O Itaú-Unibanco foi um dos pioneiros na utilização de ferramentas de Gestão Organizacional fundamentadas em avaliações por resultados e qualidade. O Agir é a maior ferramenta desse tipo dentro da instituição. Porém, só voltada para as agências de varejo.
Mais recentemente, o banco lançou um Programa de Qualidade Total denominado SQV, que serve, segundo a empresa, para avaliar o comportamento das vendas realizadas pelos bancários, o que gera penalidades aos trabalhadores.
Só que, assim como o Agir, o SQV foi implementado sem participação alguma dos trabalhadores, o que faz com que esses programas entrem em conflito com o trabalho real; ou seja, o dia a dia dos funcionários.
Na próxima reunião, que será realizada no dia 18 de setembro, será entregue uma pauta sobre os programas. As reivindicações serão baseadas em pesquisa realizada com os trabalhadores sobre eles e estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Ainda para a próxima reunião, o banco se comprometeu a dar explicações sobre o programa “Vai que dá”, lançado recentemente.
Gestão
O COE Itaú entregou para a direção do banco denúncias de humilhações que estão ocorrendo no momento de demissão e de transferências de funcionários para agências a mais de 20 quilômetros da última.

