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redes sociais 2023

Com arte e disposição para luta, sergipanos comemoram o 1º de Maio

Trabalhadores, lideranças sindicais, políticas e do movimento social, e artistas comemoraram o Dia do Trabalhador – 1º de Maio -, com uma manifestação na Praça da Juventude do Conjunto Augusto Franco, Bairro Farolândia, em Aracaju, Sergipe. Essa foi o segundo ato do movimento A Arte Abraça a Democracia da Frente Sergipana Brasil Popular, e reuniu a CTB-SE, CUT-SE e UGT-SE, Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), Advogados pela Democracia, MST-SE, UNE, UJS, PT, PCdoB, Sindicatos dos Bancários, Radialistas, Jornalistas e Servidores do Estado, Fesempre, entre outras entidades e movimentos.

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A manifestação começou às 15 horas, com muita música, poesia e discursos de lideranças contrárias ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O tom de indignação contra o esquema da direita de forjar um crime para destituir a presidenta eleita com a maioria do voto dos brasileiros marcou os discursos das lideranças.

O presidente da CTB-SE, Edival Góes, defendeu a construção de um calendário de luta para interromper esse golpe que está em curso no País capitaneado pelos setores mais conservadores da sociedade brasileira. “Temos que resistir. Não podemos ficar de braços cruzados assistindo esse golpe passivamente. Por isso estamos aqui, defendendo a democracia e a presidenta que dirige o País com honestidade, sem que tenha cometido nenhum crime de responsabilidade ou qualquer ato de corrupção”, enfatizou.

Edival disse ainda que a direita, derrotada nas urnas em dois turnos pela presidenta Dilma Rousseff, se uniu para promover um 3º turno, ilegal, que fere frontalmente a Constituição Brasileira, e tenta e destituí-la do cargo a qualquer custo. “O que eles querem retirar direitos conquistados com muita luta pelos trabalhadores”, denunciou.

Afronta

Heráclito Menezes, da UJS, disse que os golpistas carregam sangue nas mãos, mas assegurou que as organizações sociais, estudantis e sindicais não se intimidarão e lutarão contra esse golpe perpetrado pela direita. “Vamos às ruas, às escolas, às universidades dizer não ao retrocesso, não à tentativa de retirar direitos das mulheres, dos jovens, dos LGBTs, porque é isso o que esses golpistas querem. Isso é uma afronta à democracia”, afirmou.

O presidente da UGT-SE, Ronildo Almeida, também avaliou o golpe como retrocesso. “Os corruptos paralisaram o País e trabalham para desmontar o movimento sindical e social, as centrais e as nossas estatais. Querem entregar ao capital multinacional nossas riquezas, nosso patrimônio”, argumentou. Para ele, está claro que a direita quer empurrar o golpe de goela abaixo para depois retirar direitos da classe trabalhadora.

Após as falas das lideranças, os artistas se revezaram no palco armado na Praça da Juventude, a exemplo de Gonzalo, Thiago Rocha, Marcelo Gomes, Poetas pela Democracia, Diane Veloso, Missionários do Reggae, Crav'Rosa, Anne Carol, Fabrício Mangaio, Preto Fosco, Nação Hip Hop Brasil, SDA, Patrícia Pollayne, Afonso Augusto, Alyssoul, Lau e Eu, Bia Ferreira, João Victor Fernandes, Passo Preto, La Femina e Renata Carvalho, Nino Karvan, Joaquim (Casaca de Couro), Werden e Júlio Dodges.

Niúra Belfort - CTB-SE

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