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Conferência da Bahia e Sergipe debate agenda política dos trabalhadores e resultado da consulta aos bancários

Além de definir as propostas de reivindicações da categoria, a 16a Conferência Interestadual da Bahia e Sergipe debateu a agenda política dos trabalhadores e o resultado da consulta aos bancários sobre as demandas da campanha salarial.

Marcos Verlaine, jornalista e assessor parlamentar do DIAP, iniciou sua palestra avaliando a campanha eleitoral neste ano. Para ele, o desempenho da economia, o nível de satisfação com os serviços públicos e programas sociais e a percepção sobre a conduta ética dos candidatos poderão influenciar a decisão dos eleitores.

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O jornalista defendeu a participação dos sindicatos nos debates das eleições e a importância da reeleição de Dilma Rousseff, pois nos últimos ocorreram avanços para a classe trabalhadora. “Os sindicatos não podem ser coadjuvantes nesta disputa”, declarou.

Verlaine afirmou que houve melhoria da qualidade de vida do trabalhador, aumento de geração de emprego e renda, implantação de políticas públicas em benefício dos assalariados, avanços dos direitos trabalhistas e unidade de ação das centrais sindicais: “O governo Dilma é exitoso para os trabalhadores”, concluiu.

Marcos destacou também as ameaças aos interesses da classe trabalhadora que estão em discussão no Congresso e exigem atenção dos sindicatos, como a terceirização, a prevalência do negociado sobre o legislado, o Simples trabalhista e a ressalva na rescisão, em caso de dispensa, para efeito de ingressar na Justiça do trabalho.

Consulta aos bancários – O assessor econômico do Sindicato dos Bancários da Bahia, Vinícius Lins, em sua explanação na conferência, demonstrou a melhora na formalização do emprego desde a década de 1990, quando saímos de uma trajetória de queda para um aumento em 2014 de 116,6% do emprego formal. Além disso, houve um aumento do rendimento real médio do trabalhador (R$ 2.478,75) em 2013.

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Já no setor bancário, em 2013 ocorreu um aumento de 2,1% de número de agências, enquanto houve uma diminuição de 4.329 de postos de trabalho, afetando diretamente a qualidade de atendimento aos clientes. Lins destacou também que no ano passado os seis maiores bancos do Brasil tiveram um crescimento de 11,2% no lucro líquido, com a receita de prestação de serviços e tarifas cobrindo a folha de pessoal com sobra de 4,4%.

Sobre o resultado da consulta aos bancários, Vinícius informou que as principais demandas da categoria são aumento real dos salários (42,9%) e da cesta alimentação e auxílio-refeição (38,6%), combate ao assédio moral (43,7%) e fim das metas abusivas (39,6%).

Na pesquisa, nos últimos 12 meses, 24% dos bancários afirmaram afastamento por motivo de saúde e uso de medicação controlada, um aumento de 4% em relação a 2013. Segundo a consulta, 39% dos trabalhadores afirmaram participar de mobilizações no último ano, enquanto que 60% não participaram, e 1% não respondeu.

Fotos: Manoel Porto

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