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Família de Catarina e Colombiano publica manifesto sobre a impunidade

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A família de Paulo Colombiano e Catarina Galindo, mortos em 2010, em Salvador, divulgaram um manifesto sobre a impunidade em torno do caso, que vai completar oito anos. No texto, os familiares lamentam a demora na condução do processo judicial e cobram uma resposta imediata da Justiça.

Uma sessão de apreciação dos recursos do caso, marcada para a última terça-feira (21/11), no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA), foi adiada depois que um desembargador pediu vista (mais tempo para analisar o processo). A nova sessão foi marcada para o dia 5 de dezembro.

Abaixo, a íntegra do manifesto:

 Catarina Galindo e Paulo Colombiano dedicaram suas vidas a promover o bem estar de todos à sua volta. Os interesses individuais e pessoais jamais poderiam estar à frente dos interesses coletivos e sociais. A marca registrada desse casal sempre foi o acolhimento e a alegria. A força do amor e o poder da verdade sempre foram as bandeiras levantadas pelos dois. Um casal aparentemente comum, com sua rotina normal a todos os brasileiros, diferente nos sonhos e nas práticas e gestos de confiança- esperança de construção de um mundo digno e justo.

Essa trajetória foi interrompida pela ganância e pelos interesses diversos aos apresentados. Paulo, reconhecido como um sindicalista defensor de sua categoria e líder de várias gerações de rodoviários, não permitiria aceitar ou ser conivente com cobranças abusivas e fraudes que prejudicassem seus parceiros. Catarina, sua fiel companheira, atuava de forma silenciosa cuidando da alma dos motoristas, de forma a abraçar a causa e a luta de cada um.

Juntos, foram vítimas de um crime covarde! Sabiam que as provas eram inquestionáveis e o mais viável seria retirar a vida dos que poderiam prejudicar o recebimento ilegal de 200 milhões de reais. Para eles, foi um valor justo. Para nós, não existe como valorar as perdas incontáveis de benefícios realizados por Paulo e Catarina na fase que poderiam estar mais perto da família e dos amigos, pois estavam perto de suas aposentadorias.

Quantos momentos de convivência foram retirados de nós, mãe, filhos, neto, irmãos, sobrinhos e amigos?

O que fizeram esses assassinos com 200 milhões de reais? Pagaram seus advogados, custearam suas viagens ao exterior, pagaram ingressos para assistir aos jogos da Copa com os seus?

Estão livres, enquanto nós continuamos presos na dor da saudade, da angústia e da revolta!

Clamamos pelo fim da impunidade! Rogamos pela nossa liberdade e voltar a ter alegria e esperança para dar continuidade ao legado de Paulo e Catarina. Exigimos a condenação e prisão dos 2 mandantes e 3 participantes do crime!

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