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Feebbase e sindicatos debatem emprego com o Bradesco

Representantes da Federação dos Bancários e dos sindicatos da Bahia, Camaçari, Irecê, Itabuna e Jequié se reuniram, nesta quinta-feira (04/08),  com a direção regional do Bradesco, em Salvador, para cobrar respeito aos empregados do segundo maior banco privado do país.

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No primeiro semestre deste ano, foram fechados 4.478 postos de trabalho em todo o país. Os representantes da empresa alegaram que a maior parte dos cortes é referente a pedido de desligamentos e aposentadoria.

Mas, os dados homologados mostram o contrário. Na verdade, o banco utiliza uma prática bastante conhecida - a rotatividade - para reduzir os custos. A maioria dos desligados tem mais de 50 anos (59,8%), mais de 20 anos de empresa (63,9%) e renda acima de R$ 4.000,01 (62,3%).

O Bradesco diz ainda que o ritmo de reposição das vagas deixadas por aposentados, inspetoria e pedidos de desligamento é lento devido ao processo de incorporação do HSBC, que segue até outubro. Também não garantiu que vai repor todos os postos. Ficou apenas de avaliar a solicitação dos sindicatos.

Para finalizar, a direção regional afirmou que não há processo de reestruturação em curso e não existe previsão de ter. Se houver desligamento, será pontual e visto em separado.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, ressalta que a entidade vai "continuar cobrando um posicionamento do banco para estancar as demissões e realizar as reposições. Funcionários estão sofrendo nas agências com muita sobrecarga de trabalho, enquanto as metas só fazem crescer".

Presente à reunião, o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergiepe, Emanoel Souza, ressaltou a importância de manter a atenção e a mobilização para barrar a onda de demissões no Bradesco e em todos os bancos. 

Nada de demissões no HSBC

Durante a reunião, nesta quinta-feira (04/08), a direção regional do Bradesco assegurou que a proposta da empresa é acolher todos os funcionários do HSBC até o dia 7 de outubro. Garantiu ainda que não há previsão de fechamento das 220 agências da Bahia.

Sobre as conquistas a serem preservadas, a direção regional pontuou que quem cursa universidade por meio do auxílio-educação do HSBC, terá o benefício mantido.

No quesito saúde, os empregados do HSBC passarão a ter direito a apartamento, caso necessite de internação. Anteriormente, os bancários tinham apenas serviço de enfermaria. O Sindicato espera que o Bradesco realmente cumpra com a palavra. Os direitos têm de ser preservados.

Fonte: Seeb Bahia. 

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