Fenaban propõe reajuste de 7% e abono de R$ 3.300. Negociação continua
Na rodada de negociação realizada nesta sexta-feira (09), em São Paulo, com o Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou uma nova proposta de reajuste de 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, mais um abono de R$ 3.300. A negociação foi interrompida para ser retomada mais tarde. O presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, participa da reunião.

Este encontro foi chamado pelos bancos após início da greve com grande adesão em todo o país. Na última rodada, a Fenaban propôs um reajuste de 6,5% e abono de R$ 3.000, que não é adicionado aos salários. A inflação projetada para o período é de 9,57%.
As principais reivindicações dos bancários são:
Reajuste salarial: reposição da inflação mais 5% de aumento real
PLR: 3 salários mais R$8.317,90
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo)
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

