Financiários discutem novas ações para o segmento
Financiários de todo o Brasil estão reunidos em São Paulo, na 2º Conferência Nacional do setor, que começou nesta quinta-feira (1/6) e segue até sábado. Nesta sexta, os trabalhadores debateram as estratégias realizadas para a organização do ramo financeiro e reafirmaram a importância da atuação sindical na luta pelos direitos dos trabalhadores.
O painel sobre o tema, contou com a participação do diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia Adelmo Andrade, representante da Feebbase; de Jair Alves, coordenador das Financeiras da Contraf; Eric Nilson, secretário Geral da Fetec-CUT/SP, e Marcelo Neves Souza, da Fetraf/MG.
Os expositores reafirmaram a necessidade das estratégias na organização das propostas sindicais para defender a categoria e o sindicato ao mesmo tempo. Para isso, é preciso que os sindicatos promovam mudanças nos seus estatutos que lhes permitam abranger novas representações. “Não conseguimos representar efetivamente os trabalhadores porque o estatuto não permite a representação de trabalhadores de cooperativas de crédito”, explicou a coordenação da mesa.
Adelmo Andrade afirmou que é preciso fazer o mapeamento das empresas e de sua representação sindical. “Precisamos conhecer cada uma, saber como estão os benefícios, quem é terceirizado, descobrir a identidade dos trabalhadores”.
Marcelo Neves alertou sobre a falta de compromisso das empresas ao seguir o acordo da Fenacred. “Há mais de 10 anos que vou para negociação e sempre a gente pede que eles sigam o acordo da Fenacred e isso não acontece. Precisamos correr atrás dessa unificação”, disse.
Reforma trabalhista
Para Eric Nilson, secretário Geral da Fetec-CUT/SP a situação dos financiários pode ficar ainda mais complicada se a reforma trabalhista for aprovada. “Percebo que os trabalhadores estão mais abertos às nossas causas, pois eles já perceberam que se a reforma for aprovada eles pagarão o pato”, disse.
Os financiários encerraram o segundo painel com a certeza de que as ações discutidas serão acompanhadas e cobradas na próxima edição do encontro.
Fonte: Contraf

