Funcionários do BB criticam realocação de diretores indicados por Bolsonaro

A realocação de dois diretores no Banco do Brasil Pedro Bramont e Antonio Carlos Wagner Chiarello pegou os trabalhadores de surpresa. Eles foram indicados por Jair Bolsonaro e os funcionários questionam a competência dos nomes nos altos cargos do BB.
Bramont é do círculo próximo à família Bolsonaro e deixou a Diretoria de Governança, Riscos e Controles da BB Seguridade, cargo que foi nomeado em 2019, para assumir a Diretoria de Meios de Pagamento. Enquanto que Chiarello, conduzido da Diretoria de Agronegócios para a Diretoria de Soluções em Empréstimos e Financiamentos, se destacou por ajudar na rápida ascensão de Antônio Mourão, filho do então vice-presidente da República, no banco.
Os dois foram colocadas em cargos estratégicos com o objetivo de atender anseios políticos do governo passado, com ações para reduzir a participação do BB no mercado de crédito, além de diminuir o número de agências e funcionários.
Os dados mostram que de 2016 até 2022, o BB passou por processos de reestruturação que levaram ao fechamento de 1.500 unidades e cerca de 10 mil postos de trabalho. Diante disso, os representantes do funcionalismo está preocupada com a manutenção de pessoas que praticaram a gestão por assédio moral e apoiaram as demissões e fechamentos de agências nos altos cargos.

