Negociação frustrante com a Caixa
A reunião da mesa de negociação permanente com a Caixa em 2016 foi frustrante, principalmente pelo desrespeito com que a empresa trata seus funcionários. A avaliação é da diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Luciana Pacheco, que participou do encontro entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e direção do banco, realizado nesta quinta-feira (28/1), em Brasília. O que ficou evidente, é que a empresa não está primando pelo diálogo e nem cumprido o acordado na mesa de negociação.

A maior prova da postura desrespeitosa da Caixa está na pauta da reunião, formada pelas cláusulas não cumpridas do ACT 2014/2015 e pendências da campanha salarial do ano passado. A CEE/Caixa reclama, por exemplo, da falta de transparência dos gestores, que sempre negaram que o banco estivesse fazendo uma reestruturação, mas usaram exatamente este argumento para justificar a suspensão do Programa de Seleção Interno (PSI). Ao serem cobrados sobre a retomada do PSI, eles afirmaram que a suspensão será temporária e está relacionada à reestruturação.
Outra grande frustração vem da recusa do banco em contratar mais empregados, como acordado no ano passado. Mais uma vez a direção da empresa afirmou que não vai contratar mais empregados, informando inclusive, que vai abrir um novo plano de incentivo à aposentadoria a partir de 1º de fevereiro, com a expectativa de desligamento de 1.500 funcionários. Ainda assim, não há previsão para novas contratações.
Houve retrocesso também em relação ao uso do superávit do Saúde Caixa. A CEE/Caixa reivindicou a implementação da proposta homologada na mesa permanente de 26 de maio de 2015. As medidas definidas são: redução do percentual de coparticipação de 20% para 15%, inclusão da remoção por ambulância no rol de serviços e a extensão de programas de qualidade de vida aos dependentes e titulares aposentados e pensionistas. Desta vez, os representantes da empresa disseram que o Conselho Diretor negou a validade do acordo e pediram a reabertura da negociação sobre o tema, o que foi rechaçado pela Comissão de Empresa, que vai continuar cobrando o que foi acordado no ano passado.
Sobre o adiantamento odontológico, a Caixa continua afirmando que seria um empréstimo, mas prometeu uma resposta para a reivindicação dos empregados em até 30 dias. A empresa se comprometeu também a estender o fórum sobre condições de trabalho para todas as regiões e condicionou a antecipação da PLR à divulgação do resultado do banco em 2015.
Uma nova rodada da mesa permanente de negociação foi agendada para o dia 31 de março.

