Pesquisa revela disposição dos bancários em lutar por seus direitos
Os resultados da Consulta dos Bancários, realizada pelos sindicatos da base da Bahia e Sergipe, revelaram as prioridades da categoria para a Campanha Salarial 2015 e sua disposição em lutar por seus direitos e conquistas. Dos entrevistados, 78,8% afirmaram que participaria da greve, 67,9% das assembleias, 43,9% de paralisações parciais e 72,1% avaliaram a greve geral para combater a terceirização como muito importante.

Em relação às remunerações, os bancários escolheram como prioridade aumento real (38,04%), ampliação do piso (22,8%), cesta alimentação maior (35,8%) e PLR maior (52%).
Na questão do emprego, desejam fim das demissões e mais contratações (24,7%), fim das terceirizações (29,2%) e jornada de 6 horas para todos (20,3%). Questionada sobre saúde e condições de trabalho, a categoria elencou como mais importante o combate ao assédio moral (40,5%) e fim das metas abusivas (38,3%).
Perfil da categoria – Dos bancários entrevistados, 72,8% são sindicalizados; 60,4%, do sexo masculino; a maioria (34,6%) está na faixa etária de 31 a 40 anos e 26,5%, na de 21 a 30 anos; 32,8% têm até 5 anos de banco, 23,2% acima de 15 anos e 21,8% entre 5 e 10 anos; 46,9% se declararam de cor parda, 31,8%, branca e 17,2%, preta.
Sobre a saúde do bancário, os números são alarmantes. Nos últimos doze meses, 68% se afastaram do trabalho por doença e 26% usaram medicação controlada. Em relação aos principais temas debatidos atualmente na sociedade, 80,1% são a favor da democratização da mídia e 91,7% do fim do financiamento empresarial para campanhas salariais. Já 74,9% acha muito importante a regulamentação do sistema financeiro.

