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Santander apresenta proposta insuficiente e negociação não avança

1.10.26 negociacao santander 8cf40

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander voltou a se reunir com a direção do banco nesta quinta-feira (1º/10), em São Paulo, para mais uma rodada de negociação para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No encontro, o banco apresentou uma proposta global às demandas dos funcionários, que foi rejeitada pela COE por ser insuficiente.

Após analisar os termos apresentados, a COE solicitou uma pausa e, na retomada da reunião, rejeitou a proposta e cobrou melhorias. O banco, no entanto, não apresentou novos avanços e optou por não retornar à mesa de negociação nesta quinta-feira. A representação dos trabalhadores aguarda agora um novo contato do Santander para a retomada das negociações.

O diretor do Sindicato da Bahia Adelmo Andrade participou da reunião de negociação, representando os bancários da Bahia e Sergipe. 

Confira a poposta do Santander

O Santander apresentou uma proposta global para a renovação do ACT, prevendo a manutenção de todas as cláusulas atualmente vigentes e alterações em diferentes pontos da pauta. Entre as medidas apresentadas estão a isenção de coparticipação para trabalhadores com deficiência (PCDs), além de propostas relacionadas à bolsa-auxílio de estudos, banco de horas, Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) e PPRS.

Bolsa-auxílio de estudo

O banco apresentou uma proposta de revisão da bolsa-auxílio de estudo, com ampliação dos cursos elegíveis e inclusão de novas possibilidades, a serem sugeridas pelas entidades sindicais.

A proposta prevê 250 bolsas para segunda graduação e pós-graduação. Das 1.000 bolsas destinadas à graduação, 100 seriam direcionadas à segunda graduação.

Para a pós-graduação, das 400 bolsas previstas, 140 seriam destinadas à segunda pós-graduação. Já entre as 100 bolsas para o primeiro MBA, 10 seriam destinadas à realização de um segundo MBA.

O valor da bolsa também seria reajustado de acordo com o reajuste negociado na Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), passando para R$ 948,50.

Banco de horas

Outro ponto apresentado pelo Santander trata do banco de horas. A proposta prevê acesso dos trabalhadores às informações dos registros de ponto.

Também foi apresentada a majoração da remuneração das horas trabalhadas aos sábados e domingos, com pagamento correspondente a 1,5 vez o valor da hora, e dos feriados, com pagamento em dobro.

A implementação das regras relativas ao banco de horas ainda está condicionada à validação da representação dos trabalhadores.

Comissão de Conciliação Voluntária

Em relação à Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), o banco apresentou a possibilidade de ampliar o mecanismo para todo e qualquer trabalhador que procure o sindicato para tratar de conflitos trabalhistas.

A CCV é um fórum extrajudicial negociado entre o movimento sindical e o Santander para buscar a solução de conflitos trabalhistas envolvendo ex-funcionários, sem a necessidade de acionamento imediato da Justiça.

Assim como o banco de horas, a proposta referente à CCV ainda depende de validação pela representação dos trabalhadores.

PPRS

Na Participação nos Programas de Resultados Santander (PPRS), o banco propôs a aplicação de ganho real de 1,2%, com a correção das faixas para 5,20%.

A proposta, no entanto, foi rejeitada pela representação dos trabalhadores. Isso porque, na avaliação da COE, da forma como a proposta está estruturada, existe a possibilidade de o trabalhador receber, a título de PPRS, um valor inferior ao recebido no ano passado.

A representação considera essa possibilidade inaceitável, uma vez que a PPRS negociada no acordo não está vinculada ao lucro do banco, ao ROE ou a outros indicadores de desempenho da instituição. O objetivo da negociação é justamente estabelecer um valor que assegure aos trabalhadores uma referência mínima de recebimento, considerando também o tratamento tributário específico da PPRS.

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