Santander lucra R$ 9,687 bilhões até setembro, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho em um ano

O Santander teve lucro líquido gerencial de R$ 9,687 bilhões nos nove primeiros meses de 2026. Mesmo com bilhões em caixa, o banco seguiu cortando empregos. Em um ano, 5.965 postos de trabalho foram fechados, 1.545 deles só no terceiro trimestre. O número de empregados caiu de 51.747, em setembro de 2025, para 45.782 no fim de setembro deste ano, uma redução de cerca de 11,5%.
O desmonte também chegou às unidades. Em 12 meses, o banco fechou 134 agências e 101 postos de atendimento bancário (PABs). Enquanto isso, a base de clientes cresceu 3,2 milhões e chegou a 72,9 milhões. Na prática, há mais clientes para menos trabalhadores, o que significa mais sobrecarga, mais pressão por metas e mais filas para a população.
O lucro acumulado até setembro foi 16% menor que o do mesmo período de 2025, mas continua bilionário. No terceiro trimestre, o resultado foi de R$ 2,885 bilhões, com rentabilidade (ROE) de 11,9%. O Grupo Santander lucrou € 11,176 bilhões no mundo, alta de 16% em 12 meses, e a operação brasileira respondeu por 14,3% desse resultado.
Só com prestação de serviços e tarifas bancárias, o Santander arrecadou R$ 17,2 bilhões até setembro, alta de 1,5%. Já as despesas com pessoal, incluindo a PLR, somaram R$ 9,034 bilhões, queda de 3,2%. Ou seja, o que o banco cobra dos clientes em tarifas cobre 190,1% de tudo o que gasta com os trabalhadores.
A carteira de crédito ampliada chegou a R$ 721,3 bilhões, alta de 4,7% em 12 meses. Os destaques foram o financiamento ao consumo (+9,1%) e o crédito para empresas (+8%). A inadimplência acima de 90 dias subiu de 2,8% para 3,4%, chegando a 5,5% entre pessoas físicas. Mesmo assim, o banco reduziu em 5,7% as provisões para perdas, que ficaram em R$ 18,7 bilhões.

