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Encontro Vozes que transformam

3º Encontro da Diversidade debate LGBTFOBIA, representatividade e violência

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LGBTFOBIA, representatividade, violência simbólica, discriminação e Sistema Financeiro foram os temas debatidos no 3º Encontro da Diversidade Bancária LGBTQIAPN+ da Bahia e Sergipe, realizado neste sábado (25/4), em Salvador. O evento é parte do Encontro Vozes que Transformam, que contemplou também o debate sobre direitos das mulheres e das pessoas com deficiência (PcDs).

O Encontro foi aberto pelo diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase) Francisco André Vieira, que resgatou o histórico do Encontro, que surgiu da necessidade de discutir os interesses dos bancários e bancárias LGBTQIAPN+ e que a partir deste ano pretende ampliar o debate sobre Diversidade para outros segmentos da categoria.

Ele apresentou também o Manual da Diversidade LGBTQIAPN+ das Bancárias e Bancários da Bahia e Sergipe, que surgiu a partir dos debates do 1º Encontro da Diversidade, realizado em 2023.

A vice-presidente da Feebbase, Thaise Mascarenha, também fez uma saudação, falando da importância do debate sobre a diversidade e como os primeiros dois encontros sobre o tema foram ricos.

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Roda de conversa

Logo em seguida foi formada uma roda de conversa, que foi mediada pela advogada Mari Serrano e contou com a apresentação da drag Scarleth Sangalo.

A primeira intervenção foi do ativista e criador do site Dois Terços, Genilson Coutinho, que mostrou através de exemplos como a LGBTFOBIA está presente em nossa sociedade, através de várias formas de violências cotidianas contra esta população. Apesar de haver uma legislação criminalizando esta prática, as pessoas não têm conhecimento disso ou evita denunciar para não serem vitimizadas novamente nas delegacias de polícia.

A segunda palestrante foi Tiffany Odara, que falou sobre representatividade. Ela contou sua experiência como mulher trans negra na universidade, onde teve que lutar para usar o seu nome social e acessar outros direitos básicos. Para ela, é preciso tentar romper com a invisibilidade e da violência que a sociedade impõe à população LGBTQIAPN+.

A mesa foi encerrada com a exposição do advogado Diimitri Sales sobre violência simbólica e discriminação e Sistema Financeiro. Para ele, a violência no Brasil é um projeto para impedir que minorias ocupem espaços de poder

A violência do Brasil e instrumentalizada para privilegiar corpos que devem ser aceitos e outros que devem ser silenciados. E este silenciamento é uma das principais formas de violência simbólica.

Encontro exitoso

“Terminamos mais um grande encontro. O encontro Vozes que Transforma realmente transformou esse dia. Foi um sábado incrível, um sábado mágico, muito participativo. Tivemos aqui quase 150 pessoas, todos participaram, todos gostaram, palestrantes de alto nível. Foi bom demais, foi bom além da expectativa”, afirmou a presidente da Feebbase, Andréia Sabino,

O diretor Chico André também comemorou o sucesso dos debates. “Foi um encontro de acolhimento, de espaço de afeto, de carinho. E a gente conseguiu fazer essa troca. Foi uma troca bastante interessante. Espero que a gente saia daqui transformado, porque essa era a ideia do Encontro Vozes que Transformam. Espero que a gente saia daqui transformado e com essa consciência de que a gente tem que ter um mundo mais apoiador, um mundo mais justo, um mundo mais igualitário”.

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