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55 anos da Federação

Bancos não se importam com funcionários e clientes

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Todos os dias os sindicatos de bancários de todo o Brasil recebem denúncias sobre o assédio e a sobrecarga de trabalho nos bancos. Os bancários sofrem com a cobranças pelo cumprimento de metas inatingíveis, ameaças de descomissionamento e demissão, pressão por vendas de produtos e atendimentos de um número cada vez maior de clientes por jornada.

Muitos adoecem física e mentalmente por causa do trabalho e acabam sendo descartados pelos banqueiros, que só pensam nos lucros. Não é à toa que os cinco maiores bancos que atuam no país – Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa - lucraram juntos R$ 108,6 bilhões em 2023. O resultado poderia ser ainda melhor, se não fosse o montante destinado à provisão para devedores duvidosos (PDD), que aumentou em todos as empresas.

Para se ter uma ideia dos ganhos dos banqueiros, a arrecadação dos cinco apenas com tarifas e serviços bancários somaram R$ 156, 3 bilhões no ano passado. Com exceção da Caixa, as tarifas e serviços cobrem com sobra as despesas com o pessoal: no Itaú equivale a 165,3%, no Bradesco a 122,4%, no BB a 123,2% e no Santander a 180,2%.

Apesar da lucratividade alta, os bancos fecharam 905 postos de trabalho e 542 agências físicas em 2023. Isso sem falar nas milhares de demissões que acontecem todos os meses, como consequência da alta rotatividade no setor.

Os clientes também são prejudicados pela ganância dos banqueiros, pois pagam caro e são obrigados a se deslocar cada vez para mais longe, para buscar atendimento em agências lotadas e com poucos funcionários. Isso quando não são empurrados para o autoatendimento para realizar as operações sozinho, assumindo todos os riscos por isso.

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