Caos no atendimento bancário revolta população de Camaçari
A população de Camaçari enfrenta um verdadeiro caos no atendimento bancário após a redução drástica da estrutura dos bancos privados na cidade. Hoje, restam apenas uma agência do Bradesco, uma do Itaú e uma agencia do Santander para atender toda a demanda do município, que possui mais de 300 mil habitantes, integra a Região Metropolitana de Salvador e concentra um dos maiores polos industriais do país. A cidade tem ainda forte atividade turística e comercial.
A situação tem provocado longas filas, superlotação, demora no atendimento e enormes transtornos para trabalhadores, aposentados, pensionistas e toda a população que depende dos serviços bancários presenciais.

Longas filas no Bradesco
No Bradesco, a superlotação das agencias vem trazendo grandes filas e horas de espera para atendimento. Nos dias de pico, clientes, aposentados e pensionistas se aglomeram na calcada da agência no aguardo do atendimento. Essa situação “mói a saúde” dos bancários, que precisam lidar diariamente com um volume muito maior de clientes em menos espaços físicos. O acúmulo de funções e a cobrança por resultados têm contribuído para o aumento dos casos de estresse, ansiedade, síndrome de burnout e afastamentos por questões relacionadas à saúde mental.
Mesmo diante das críticas, os resultados financeiros do Bradesco seguem positivos. No primeiro trimestre de 2026, o banco registrou crescimento no lucro, impulsionado principalmente pelo rigoroso controle de despesas operacionais e pela busca por maior eficiência administrativa.

Falta acessibilidade no Itaú
No caso dos clientes do Itaú em Camaçari, especialmente aposentados e pensionistas, o cenário é ainda mais grave. Além da redução da estrutura de atendimento e funcionários, os usuários enfrentam sérios problemas de acessibilidade devido às obras de revitalização realizadas no centro da cidade.
Com a interdição da rua principal e das vias adjacentes à agência, os clientes ficaram sem acesso ao estacionamento da agência, sendo obrigados a percorrer mais de 70 metros até a entrada da unidade bancária. Para idosos e pessoas com dificuldade de mobilidade, o trajeto se tornou extremamente desgastante e, em muitos casos, desumano.
Relatos apontam que muitos aposentados precisam enfrentar sol forte, calçadas irregulares e ausência de apoio adequado para conseguir acessar a agência. A situação evidencia a falta de planejamento e sensibilidade tanto das instituições financeiras quanto do poder público diante das necessidades da população mais vulnerável.

SINDBAN cobra providências
É inadmissível que uma cidade do porte de Camaçari, estratégica para a economia baiana e nacional, sofra com o desmonte dos serviços bancários. O fechamento de agências não apenas precariza o atendimento, mas também exclui milhares de pessoas do acesso digno aos serviços essenciais.
O Sindicato dos Bancários de Camaçari (SINDBAN) cobra providências urgentes para garantir mais estrutura, mais mão de obra, acessibilidade e respeito aos clientes bancários, especialmente aos idosos e pessoas com mobilidade reduzida, que vêm sendo os mais prejudicados por esse processo de abandono do atendimento presencial.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Camaçari.

