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Boas festas e feliz 2026

Em negociação com a Caixa, a CEE cobra respostas para as pendências

Na última rodada de negociação de 2025, nesta sexta-feira (19/12), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) voltou a cobrar da direção da Caixa respostas para as demandas dos trabalhadores. Os dirigentes sindicais reivindicaram mudanças no programa Super Caixa, o fim do processo de reestruturação e fechamento de unidades. O encontro também tratou do Saúde Caixa e de pendências relacionadas à remuneração, como a Promoção por Mérito.

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O Super Caixa foi o principal foco das cobranças. A CEE reafirmou que o programa, criado para substituir o Bônus Caixa e o TDV, tem imposto regras complexas e condicionantes injustas, definidas sem negociação, que dificultam ou até impedem o recebimento das comissões e do bônus. A avaliação negativa do Super Caixa é praticamente unânime entre os trabalhadores.

Nesse contexto, o movimento sindical reforçou a importância do abaixo-assinado nacional contra o Super Caixa, que cobra a suspensão do programa nos moldes atuais, a abertura imediata de negociação, a garantia de que ele não substitua nem reduza a PLR e a adoção de mecanismos de proteção à saúde mental.

Reestruturação e fechamento de unidades

A CEE também voltou a alertar para os impactos do processo de reestruturação e fechamento de agências, que vem sendo intensificado desde 2017. Desde então, a Caixa já fechou 196 agências, sendo 113 apenas em 2024, o que compromete o acesso da população aos serviços bancários, especialmente em municípios e bairros onde a Caixa é o único banco, além de enfraquecer a economia local.

Para os empregados, os prejuízos são diretos. Apesar do compromisso do banco de que não haveria perdas, trabalhadores transferidos têm sido descomissionados, especialmente caixas, tesoureiros e gerentes, com redução salarial, impacto na carreira, aumento da sobrecarga, filas e adoecimento.

Durante a reunião, a Caixa afirmou ainda que não haverá novos fechamentos de unidades em 2026, informação considerada relevante, mas que não elimina a preocupação com os efeitos das mudanças já implementadas. A CEE reforçou que todas as alterações estruturais devem ser discutidas previamente em mesa de negociação, conforme prevê o ACT.

A Caixa também reafirmou o compromisso de que ninguém deve ter prejuízo na remuneração e que já passou essa instrução para todos os gestores. Diante disso, a CEE orienta que as empregadas e os empregados que tiverem queda salarial ou se sentirem prejudicados em razão da reestruturação ou do fechamento de unidades procurem imediatamente os representantes de seus sindicatos, para que sejam adotadas as providências necessárias.

Outros temas

Sobre a Promoção por Mérito, a Caixa informou que os deltas têm previsão de pagamento em janeiro, após a análise do cumprimento dos critérios. A CEE cobrou que as reuniões para definição dos critérios dos deltas de 2026 ocorram já a partir de janeiro, para garantir previsibilidade.

Em relação ao Saúde Caixa, o banco não confirmou a data exata da assinatura do acordo. Outra cobrança feita na mesa foi sobre o funcionamento dos Comitês de Credenciamento, que precisam trazer respostas efetivas que apontem para melhoria da qualidade do plano e ampliação da rede de credenciados, especialmente no interior, onde a cobertura geralmente é mais deficitária.

Após cobrança do movimento sindical, a Caixa comunicou à rede que o Termo de Aceite do Intervalo para repouso e alimentação foi revogado, atendendo a uma reivindicação da CEE.

“A reunião de hoje teve dois pontos positivos: a revogação do processo para forçar as pessoas a assinarem um termo retroativo para poder dar quitação às ações dos 10 minutos e a informação de que não haverá mais fechamento de agência. Mas, nos demais pontos ficamos muito aquém do esperado. Precisamos continuar a mobilização em torno da questão do Super Caixa. Orientamos o pessoal a continuar com a assinatura do abaixo e a gente vai continuar insistindo na abertura de negociação para definir os critérios”, ressaltou o diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que integra a CEE Caixa.

A próxima reunião de negociação entre a CEE e a Caixa está prevista para o final de janeiro, ainda sem data definida.

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