Protesto no Itaú contra demissão de bancário sequestrado
João Paulo foi sequestrado por assaltantes ao sair de casa para trabalhar no dia 10 de fevereiro deste ano, sendo levado para a agência do Itaú na Pituba em que trabalhava. Os bandidos pressionaram e aterrorizaram o bancário utilizando informações da vida pessoal do gerente. Após a ação, o empregado ficou emocionalmente abalado e saiu de férias. Ao voltar das férias no dia 13 de março, foi demitido pelo banco antes mesmo de se recuperar do trauma.
"O sentimento de injustiça é inevitável. A atitude do banco confirma que, para o Itaú, somos apenas números. A empresa alega que não atendi as normas de segurança. Ou seja, eu não poderia ter entregado o dinheiro. Mas, e a minha vida", diz. O gerente ainda explica que no dia do assalto o banco estava em obras e apenas o sistema de alarme manual operava, por controle remoto.
Em solidariedade ao colega, participou também da atividade Lúcio Alves Fagundes, bancário da empresa por 27 anos e que passou por situação semelhante em 2009. No ano de 2005 foi seqüestrado durante um assalto na agência de Itapuã. Enquanto Lúcio tinha amarrado ao corpo explosivos, a família era mantida refém em uma casa em Ipitanga, Lauro de Freitas. Neste caso, no entanto, o empregado foi reintegrado, graças à ação movida pelo Sindicato da Bahia.
A Federação dos Bancários e o Sindicato da Bahia não aceitam a atitude do banco e exigem a sua readmissão. Além de não oferecerem a segurança adequada para bancários e clientes, o Itaú ainda penaliza o trabalhador vítima da violência.

