Protestos na França afetam transporte público, abastecimento e segurança nas ruas
Mais de 2.500 postos de gasolina, dos 12.500 de todo o país, estavam sem combustível, no oitavo dia de greve nas 12 refinarias da França, segundo fontes do setor petroleiro.
O movimento de protesto, que ganha a adesão do ensino secundário, foi ofuscado no início da manhã por distúrbios diante de um colégio em Nanterre, subúrbio da zona noroeste de Paris, onde 200 jovens encapuzados -- que não estudam na escola -- lançaram objetos e bombas de fumaça contra os policiais e incendiaram um veículo.
A atividade em 379 colégios secundários estava prejudicada, segundo o ministério da Educação. A FIDL (Federação Independente e Democrática de Liceus), segunda maior organização do setor, calcula em 1.200 o número de colégios envolvidos nos protestos.
Mais de 266 manifestações foram convocadas em todo o país pelos sindicatos, que na terça-feira passada levaram às ruas 3,5 milhões de pessoas -- 1,2 milhão segundo o governo --, um recorde de participação.
O tráfego ferroviário também está prejudicado, com o funcionamento de seis trens de grande velocidade em cada 10. Em Paris, o metrô estava em ritmo praticamente normal, mas duas linhas de trens suburbanos registraram problemas.
No aeroporto parisiense de Orly, 50% dos voos foram cancelados. No Charles de Gaulle, o índice era de 30%.
Os caminhoneiros, que se uniram aos protestos na noite de domingo, executam "operações tartaruga" em alguns pontos do país, onde grupos de manifestantes bloqueavam a entrada de fábricas, áreas industriais, depósitos de combustível ou aeroportos, como em Bordeaux.
A greve também afeta os serviços de correios, telecomunicações, educação, o setor audiovisual público e outros setores privados, como a coleta de lixo em algumas cidades.
*France Press

