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redes sociais 2023

Parabéns, Moro!

Não pelo conjunto da obra, mas especificamente pela peça midiática produzida sob encomenda, que ao que tudo indica fugiu do esperado pelos patrocinadores. No auge da arrogância e obsessão em fazer valer a tradição psdbista de sua família, o magistrado desferiu um tiro que saiu mesmo pela culatra.

Ao determinar a condução coercitiva de Luis Inácio Lula da Silva sem que ele tivesse se recusado a colaborar, não só menosprezou o significado da figura do operário nordestino ex-presidente no imaginário de milhões que tiveram sua condição de vida dignificada
graças ao projeto liderado por ele. Subestimou a consciência do povo brasileiro.

Sem querer, reacendeu o entusiasmo de muita gente que, abalada por seguidos reveses, aceitava-se impotente diante da ofensiva golpista. Abriu assim flanco decisivo para o contra-ataque do campo progressista.

Prova disso é o resultado da pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi na própria sexta-feira, com mais de 15 mil questionários válidos, medindo o impacto do intento de Moro contra Lula: a maioria dos entrevistados apoia as investigações da operação Lava Jato, mas
acredita na inocência de Lula e considera exagerada a forma como ele foi conduzido para depor. Se confrontados com os últimos índices de aprovação do governo e do PT, esses dados também revelam que até mesmo quem tinha abandonado o barco voltou atrás, resgatada pelo bote que Moro jogou.

A favor dos comprovadamente corruptos, ninguém chiou. Por Lula, a zoada será maior do que todos os panelaços juntos. O necessário combate à corrupção não pode ser feito a qualquer custo, atropelando a própria a lei. Posições manifestadas por diversos juristas, individual e coletivamente, com ou sem viés político, alertam para a ameaça em curso ao estado democrático de direito brasileiro e suas instituições. E o povo sabe bem o quanto o arrepio da democracia custa caro.

Que Lula não se engane: há interesses que já não cabem numa mesma aliança. 2018 já começou, e para derrotar o consórcio mídia-direita só com muita força do povo.

 Lucas Galindo - diretor de juventude da Federação dos Bancários Bahia e Sergipe

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