Alimentos subiram duas vezes mais que inflação em 2022
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2022 com alta de 5,79%, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (10/01). Depois de passar grande parte do ano acima dos dois dígitos, o índice baixou próximos as eleições, como resultado da redução no preço dos combustíveis. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 5,93% no ano passado.
De acordo com o IBGE, a principal influência para o IPCA, indicador oficial da inflação no país, veio do grupo Alimentação e Bebidas, que teve alta de 11,64%, mais que o dobro do índice geral. Em seguida, com alta de 11,43%, ficou o grupo Saúde e Cuidados Pessoais.
Alimentos mais caros
No grupo dos alimentos, os produtos no domicílio subiram ainda mais, 13,23%. Destaque para a cebola, que com elevação de 130,14% teve a maior alta entre os 377 subitens que compõem o IPCA. Já o leite longa vida aumentou 26,18% e teve impacto de 0,17 ponto em 2022. Os preços do leite subiram de forma mais intensa entre março e julho – naquele mês, chegou a ter alta de 77,84% acumulada no ano.
Outros destaques de alta em 2022 foram a batata inglesa (51,92%), as frutas (24%) e o pão francês (18,03%). A farinha de mandioca subiu 38,56% e o feijão carioca, 27,77%. Já a alimentação fora do domicílio aumentou 7,47%, com alta de 5,86% na refeição e de 10,67% no lanche.
Já em Saúde e Cuidados Pessoais, o maior impacto em 2022 (0,61 ponto percentual) veio dos itens de higiene pessoal, que aumentaram 16,69%. O IBGE destaca perfumes (22,61%) e produtos para cabelo (14,97%). Além disso, o plano de saúde subiu 6,90% e teve impacto de 0,25 ponto no IPCA do ano passado. Os produtos farmacêuticos subiram 13,52%.
O grupo Transportes, que durante grande parte do ano respondeu pelas principais altas, acabou fechando em -1,29% e impacto de -0,28 ponto. O preço da gasolina, por exemplo, caiu 25,78% (-1,70 ponto). As quedas se concentraram no período pré-eleitoral, de julho a setembro, com medidas que até então o governo não vinha adotando e redução de preços influenciada, entre outros fatores, pelo limite na cobrança do ICMS sobre os combustíveis pelos estados.
Entre as áreas pesquisadas, a região metropolitana do Rio de Janeiro teve a maior variação no ano passado (6,65%) e a de Porto Alegre, a menor (3,61%). Ainda na soma de 2022, a Grande São Paulo registrou 6,61%, Salvador teve 6,29% e Brasília, 6,26%.

