Aracaju reproduz ato contra o Fator Previdenciário
Nesta terça-feira, dia 12, as centrais sindicais e sindicatos de Aracaju reproduziram o ato nacional contra o Fator Previdenciário. Assim como aconteceu em outras capitais, a manifestação em Aracaju foi realizada na porta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No dia 26 deste mês, nova manifestação será em Brasília.
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Herdado do governo neoliberal de FHC, o fator previdenciário é um critério utilizado para calcular o valor das aposentadorias, considerando o tempo de contribuição, idade e expectativa de vida. "O fator previdenciário reduz o valor do benefício de tal forma que reduz os salários em cerca de 40%. Esse cálculo é injusto e nocivo. Prejudica os milhares de trabalhadores e trabalhadoras do País. Prejudica em especial aqueles que começaram a trabalhar muito jovem. Extinguir esse cálculo, denominado de fator previdenciário, é fazer justiça", defendeu o presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), José Souza.
Para José Souza o problema da Previdência Social está na política macroeconômica do governo. "Não concordamos com essa falácia que a Previdência tem déficit. O problema é que todo o dinheiro para pagar a Seguridade Social sai dos cofres da Previdência Social, quando deveria sair do Tesouro", disse Souza.
Significado e consequências
Diferente da grande mídia, as centrais fazem um grande esforço para democratizar o significado do fator previdenciário. Tentam ainda esclarecer as consequências desse cálculo sobre a aposentadoria.
Os sindicalistas têm pressa e lutam não apenas pelo fim do Fator Previdenciário, mas em defesa da manutenção de direitos e da ampliação de conquistas trabalhistas. Enquanto isso, no Congresso Nacional está tramitando uma série de projetos de lei que representam um retrocesso para a classe trabalhadora, como a PL da Terceirização.
Com uma agenda unificada, os sindicalistas também objetivam a correção da tabela do imposto de renda, que está defasada desde 1995. A tabela atual faz com que os trabalhadores/as com rendas mais baixas passem a ser mais tributados. As centrais lutam ainda pela redução da jornada de trabalho, pela justa correção do FGTS, pelo fim do trabalho escravo, reforma agrária, Saúde = 10, redução dos juros e do superávit primário e 10% do PIB para educação, dentre outros.
Por Déa Jacobina SEEB/SE

