Assembleia dos bancários em Salvador reafirma luta em defesa da democracia
Diante da conjuntura difícil, em que o neoliberalismo e o conservadorismo avançam, ao passo que a democracia é cada dia mais atacada, os bancários reafirmam a necessidade de ampliar a mobilização em defesa dos direitos, da soberania nacional e por uma campanha salarial sem perdas.

Reunida em assembleia, no Sindicato dos Bancários da Bahia, na noite de ontem, a categoria deliberou pela resistência máxima por uma campanha que não só resulte em manutenção das cláusulas existentes da CCT, como avanços nas conquistas. Os bancários também aprovaram uma nota que será submetida à sociedade.
Com o fim da ultratividade, aprovada com a reforma trabalhista, os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho não são mais prorrogados automaticamente. Ou seja, a legislação joga a favor dos bancos. Por isso, o Comando Nacional dos Bancários vai se antecipar e protocolar a pauta de reivindicações em junho.
O presidente do Sindicato, Augusto Vasconcelos, afirma que “enfrentamos um momento dificílimo, sobretudo, por conta da reforma trabalhista. A conjuntura afeta diretamente a categoria. Precisamos disputar politicamente o país. Não existe alteração da correlação de forças sem a participação política dos trabalhadores”.
Desde o golpe político-jurídico-midiático de 2016, houve a ruptura do Estado Democrático de direito. Mais um exemplo claro de que a democracia foi completamente desrespeitada no Brasil é a recente prisão de Lula.
A condenação do ex-presidente, ainda que sem provas e feita sob encomenda, é política e tem viés eleitoral. O objetivo era tirá-lo da disputa de outubro próximo.
Por isso, em nome do respeito à democracia e à soberania nacional, os bancários, mais uma vez, se unem aos trabalhadores por Lula Livre e para derrotar os golpistas. Vale lembrar que, nos momentos decisivos da vida nacional recente, a categoria sempre se posicionou. Em 1989, quando o país esteve dividio em uma eleição presidencial, e em 2002, na investida da direita para barrar a vitória das forças progressistas.
CONFIRA A NOTA APROVADA EM ASSEMBLEIA
BANCÁRIOS E BANCÁRIAS UNIDOS PELA DEMOCRACIA
E DIREITOS DOS TRABALHADORES
Enfrentaremos uma campanha salarial bastante difícil, apesar dos bancos terem lucrado mais de R$ 65 bilhões no ano passado. A extinção do princípio da ultratividade (aprovada recentemente na Reforma Trabalhista), que acaba a prorrogação automática da Convenção Coletiva de Trabalho, joga a favor das empresas. Justamente por isso, vamos protocolar nossa pauta já em junho.
A categoria bancária luta também pela revogação da reforma trabalhista, contra a reforma da Previdência, em defesa dos bancos públicos e demais estatais, conclamando todos os trabalhadores a se unificarem nessa jornada de lutas, com vistas inclusive às eleições de 2018, que será um divisor de águas na formação de uma maioria política, comprometida efetivamente com a população e com o resgate dos direitos sociais. Precisamos eleger parlamentares e demais governantes comprometidos com as nossas causas.
Identificamos fortes interesses dos bancos, da grande mídia, de parcela do Judiciário e da maioria do Congresso Nacional no ataque à democracia. Forças conservadoras, capitaneadas por Temer e apoiadas por todos os grupos que lhe dão sustentação atacam os direitos sociais e a soberania do País, desde o impeachment de Dilma.
Defendemos o combate implacável à corrupção, porém, a prisão ilegal de Lula - um dos objetivos centrais das elites econômicas -, é nitidamente política e faz parte da engrenagem do golpe que visa atingir os trabalhadores.
Diante dessa conjuntura, bancárias e bancários se unem a uma frente ampla, na campanha por Lula livre e para derrotar os golpistas. As forças populares estão em mobilização permanente em defesa dos direitos dos trabalhadores, da soberania nacional e do estado democrático de direito.
Assembleia dos bancários e bancárias da Bahia

