Bancários da base do Sindicato da Bahia aprovam greve a partir do dia 27
A pressão dos bancários é de extrema importância para conseguir uma proposta decente. "Agora, o compromisso da categoria é de se unir e mobilizar para uma greve forte", afirma o presidente do Sindicato, Euclides Fagundes. Este ano, já foram visitadas mais de 160 agências em Salvador e Região Metropolitana, para esclarecer a população e empregados sobre o andamento da campanha salarial.
Proposta é insuficiente - Com todas as reivindicações negadas pela Fenaban, os bancários têm todo o direito de lutar por uma proposta melhor. A Fenaban ofereceu, na terça-feira, reajuste salarial de 7,8%, ou seja, apenas 0,34% de aumento real. Uma proposta está muito aquém dos 12,8% reivindicado pela categoria. Os principais bancos em atuação no Brasil lucraram, juntos, R$ 27,4 bilhões, no primeiro semestre deste ano. Demonstração evidente de que podem oferecer mais.
Pela proposta dos bancos, o salário inicial da Portaria passaria de R$ 794,98 para R$ 856,99. O do Escriturário aumentaria de R$ 1.140,13 para R$ 1.229,06, Caixa e Tesoureiro passaria de R$ 1.451,80 para 1.565,04. A categoria defende R$ 1.608,26 para o pessoal de portaria, R$ 2.297,51 para escritório e R$ 3.101,64 para caixa e tesoureiro. Atualmente, o país possui apenas 483.097 bancários para atender a clientela que é muito maior. A categoria chegava a 1 milhão na década de 90.

