Bancários de Conquista denunciam postura truculenta do Banco do Brasil
Depois do fim da greve, o Banco do Brasil instaurou uma política de
compensação dos dias não trabalhados que fere o que foi assinado em
Acordo Coletivo. O banco também usa de ameaças para obrigar os
funcionários a compensarem as horas não trabalhadas com base em
instrução normativa.
“No BB, está acontecendo uma verdadeira caça às bruxas. Isso é ilegal.
Em nenhum momento foi orientada a não compensação, mas devem ser
respeitadas a disponibilidade e a necessidade dessa compensação”,
denuncia o presidente do Sindicato dos Bancários, Delson Coêlho.
Acesse fotos da manifestação aqui .
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POLÍTICA DO TERROR - Uma das condições para que a categoria bancária assinasse o acordo
coletivo 2012/2013 foi a de não haver desconto dos dias parados ou
qualquer outra prática antissindical.
Entretanto, o Banco do Brasil é a única instituição que vem
descumprindo esse acordo e ferindo o que está assinado na cláusula 56ª
da Convenção Coletiva.
Adotou essa postura ao baixar uma instrução normativa que suspende
férias, licenças pré-agendadas e pressiona os bancários no processo de
compensação.
“A revolta que sentimos é por estarmos sendo coagidos a fazermos
hora-extra sem que seja necessário e não é obrigação”, esclarece a
bancária Luísa Viterbo.
Em razão dessa postura truculenta, o movimento sindical entrou com
representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) denunciando o
Banco do Brasil. Uma audiência com o MPT está agendada para o próximo
dia 3, em Brasília.
A situação também foi denunciada à Secretaria-Geral da Presidência da
República, em Brasília. Três documentos com denúncias de problemas
graves de gestão no BB, entre elas as perseguições aos bancários
grevistas, foram entregues ao órgão.
SEEB-VC
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