Bancários participam de mesa de negociação com Itaú Unibanco
O banco apresentou a planilha de custos do plano de saúde. De acordo com os dados, o plano de saúde atende hoje 199.460 vidas (de funcionários na ativa e dependentes legais), distribuídas da seguinte forma: Fundação Saúde Itaú - 126.832; Central Nacional Unimed - 47.068; Caberj - 17.651; e Unibanco Saúde - 7.909.
Pela apresentação, o custeio do plano tem se dado numa proporção aproximada de 70% por parte do banco e 30% por parte dos funcionários. Os custos com internação têm se mostrado o item que mais contribui na sinistralidade do Plano de Saúde, totalizando 54%.
O Itaú Unibanco reajustou em até 24,61% os valores pagos pelos bancários no plano de saúde em março deste ano. O aumento foi realizado sem negociação ou aviso prévio aos trabalhadores. O acordo coletivo que regra o plano de saúde não foi renovado ainda, sendo necessário esclarecer as questões relativas ao reajuste aplicado pelo banco primeiramente.
Demissões - Os bancários também cobraram o banco sobre as demissões que vêm ocorrendo em todo o país. O banco apresentou um quadro no qual estão sendo feitas mais contratações do que demissões.
No entanto, a realidade vivida pelos funcionários é bem diferente. As agências, de forma geral, estão com falta de pessoal. Na área operacional a situação é caótica, a ponto dos gerentes operacionais terem que cotidianamente trabalhar no caixa. O fato é que os pedidos de demissão também têm sido grandes no Itaú Unibanco, reflexo da insatisfação destes trabalhadores com a politica do banco, com as condições de trabalho, cobrança de metas abusivas etc.
Hermelino Neto, representante da base da Bahia e Sergipe, denunciou todas as dispensas ocorridas no estado, como a de Roque Antonio Leite Pereira, demitido há 15 dias mesmo com estabilidade até setembro no INSS, uma vez que estava afastado por conta de acidente de trabalho. Os bancários exigiram a imediata reintegração do funcionário.
Compensação - Dentro do debate sobre demissões, um ponto destacado foi a implantação do novo sistema no setor de compensação. De acordo com os representantes da empresa, existem no Itaú Unibanco cerca de 400 trabalhadores envolvidos diretamente nessa função. Com esse novo sistema, algo em torno de 20% destes funcionários precisariam de realocação, depois de um processo de requalificação. A mudança vai gerar inclusiva mais demanda nas agências, que passarão a fazer a leitura dos cheques e todos os demais procedimentos de arquivo dos mesmos.
Fita de caixa - O banco informou que serão regularizados neste mês de maio os procedimentos para inclusão da operação de soma nas fitas de caixa, bem como da inclusão da mesma quando for necessário imprimir uma cópia da referida fita.
Licença-maternidade - Foi cobrado do banco que incentive suas funcionárias a usufruírem o direito de 180 dias da licença maternidade. Os sindicatos receberam denúncias de funcionárias que, ao retornarem da licença, perderam sua carteira de clientes ou foram transferidas para outro local de trabalho.
Negociações permanentes - Ficou acertado um calendário permanente de reuniões, visando tratar de outros pontos que se encontram pendentes, como, por exemplo, saúde e condições de trabalho e remuneração.
Depois de 15 dias das demissões arbitrárias no Itaú Unibanco e do reajuste de 24,61% do plano de saúde, os bancários finalmente puderam sentar à mesa de negociação para cobrar uma explicação a respeito das decisões unilaterais da empresa.

