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Bancários protestam em Salvador pela Caixa pública

O Dia Nacional de Luta pela Caixa 100% pública marca, mais uma vez, o protagonismo do Sindicato da Bahia na luta por melhorias, não só para bancários, mas para toda a população brasileira. A mobilização contra a intenção do governo em abrir o capital da instituição, ocorrida na sexta-feira (27/02), retardou em 1 hora o início do expediente de sete agências da Caixa por toda Salvador. As unidades da Baixa dos Sapateiros, Calçada, Comércio, Mercês, Relógio de São Pedro, Sete Portas e TRT reabriram normalmente às 11h.

A categoria bancária se reuniu em frente à porta das mais diversas agências do banco e participou ativamente de todo o protesto. Vestidos de preto, os trabalhadores levantaram faixas e se manifestaram contra o que consideram a privatização da Caixa. "A abertura de capital da Caixa vai aniquilar o banco frente às empresas privadas do setor. Essa luta é pela manutenção de um patrimônio nacional", denuncia o presidente do Sindicato, Augusto Vasconcelos.

Emanoel Souza, presidente da Federação da Bahia e Sergipe, enfatizou a presença dos bancários no ato. "Os empregados defendem a Caixa porque são apaixonados pelo papel social que o banco exerce, indo até onde a população precisa", declara. O vereador Everaldo Augusto também compareceu ao protesto. "Não dá para privatizar, a Caixa é um bem público".

Nem que a vaca tussa - Nem que a vaca tussa. Esta foi a forma irônica com que os bancários da Bahia encararam a manifestação contra a abertura de capital da Caixa, anunciada pelo governo no fim do ano passado.

Com uma placa com o desenho de uma vaca nas mãos, os diretores da entidade encararam com bom humor e muita responsabilidade o ato, que teve participação de boa parte da categoria.

Na agência das Mercês, por exemplo, os bancários mantiveram o tom crítico do protesto. "Nós estamos aqui porque a Caixa é o único banco que está voltado para o social e deve continuar assim", afirma o empregado Jacob Gonçalves, 38 anos, dos quais 10 trabalhando na instituição.

Outra agência com grande participação bancária foi a unidade do Relógio de São Pedro. Pelo que diz o funcionário Marcelo Bagano, 49 anos, dos quais 25 como empregado da empresa, a luta é imprescindível e vai se intensificar. "O Sindicato deve conscientizar todos os funcionários e interagir com os parlamentares para que a manifestação aumente cada vez mais". Sinal de que os bancários estão juntos nessa batalha.

Todos por um banco 100% público - Não só de bancários vive o movimento por uma Caixa 100% pública. O Dia Nacional de Luta em Salvador contou com as presenças também de jovens e adultos de várias categorias, movimentos e da sociedade civil.

Uma dessas pessoas foi a professora Alda Reis, de 64 anos. Ela estava passando, quando a mobilização em frente da agência do Relógio de São Pedro chamou a atenção. "Nós temos de lutar enquanto ainda é tempo".

Além de clientes e transeuntes que pararam para acompanhar a manifestação, o MST (Movimento dos Sem-Terra), o Levante Popular da Juventude e a Federação das Associações de Moradia Popular engrandeceram o protesto.

Para Adriano Alcântara, bancário e representante do Levante, o movimento deve ser de toda a população. "Precisamos defender essa empresa que atende a todos".

E quem pode assegurar que a Caixa atende os mais necessitados é a presidente do movimento Moradia Popular, Simone do Nascimento. "Por causa do Minha Casa, Minha Vida, financiado pela Caixa, muitos desses cidadãos passaram a ter uma habitação e saneamento básico de qualidade. Só com a terceira fase do programa, já entregamos 950 unidades para o povo. Viemos aqui para lutar contra o retrocesso".


SEEB-Bahia

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