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Banco do Brasil: após mais um assalto, funcionários estão aterrorizados

Os assaltantes alvejaram a fachada da agência do BB em Paramirim
O trauma por mais um assalto à agência do Banco do Brasil, em Paramirim, ainda não foi superado por seus funcionários. No dia 5 de maio, um grupo de bandidos armados metralhou a fachada e invadiu o banco, levou uma quantia não revelada e ainda fez cinco reféns (dois clientes, um vigilante e o gerente). A ação durou cerca de 40 minutos.

Na sexta-feira (15), o presidente do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, Delson Coêlho, o secretário geral, Lirâncio Fernandes, e a equipe de reportagem de O Piquete Bancário estiveram na cidade conversando com a população e os bancários. Na ocasião, por falta de segurança, não havia expediente externo; só os caixas do auto-atendimento estavam em funcionamento. A agência só voltou a funcionar normalmente na última terça-feira (19), quinze dias depois do assalto.

Enquanto isso, no Bradesco, que não tem sequer porta giratória na agência do município, não fechou nem no dia do assalto.

 
Diretores se reuniram com os bancários do BB
É o segundo assalto que acontece no BB de Paramirim em menos de seis meses. Moradores e bancários não conseguem esquecer as fortes cenas de violência e pânico que vivenciaram. "Os bandidos agiram como se estivesse em filmes de faroeste. Deram rajadas de tiros de metralhadora nos vidros, atiraram para o alto... Só se ouvia gritos e balas. Eu e algumas pessoas que estavámos na loja nos escondemos no banheiro", conta uma comerciante que ainda alerta pela falta de segurança da cidade e a omissão dos policiais. "Não sabemos a quem recorrer. A polícia nem encostou aqui. O fato é que eles, mesmo recebendo as 'gorjetas' dos bancos, nem chegam perto. Estamos ao Deus dará. Sem justiça e segurança fica fácil a ação de bandidos", desabafa.

Em reunião, os funcionários relataram que têm dificuldade em voltar à sua rotina. "Não durmo direito e nem tenho ânimo de trabalhar. Ainda estávamos tentando nos recuperar do assalto em novembro. Nunca imaginei que seriamos assaltados em um período tão curto de tempo", comenta um funcionário. O gerente Edvaldo Emericiano complementa: "uma agência quando é assaltada dificilmente consegue ser a mesma. Os funcionários não se recuperam do trauma em curto prazo. Temem pela segurança deles e das famílias. Por qualquer coisa ficam assustados, desconfiam".

Atualmente, o município conta com apenas uma viatura e um efetivo de oito policiais militares; destes, três estão de férias. O descaso é tanto que, até a sexta-feira passada (15), a polícia civil ainda não havia feito o boletim de ocorrência. "Não tem condições de essa situação permanecer. As cidades pequenas são alvos fáceis de bandidos e ninguém toma uma providência", ressalta o gerente. Ele ainda afirma que é preciso se discutir a segurança pública de forma geral, com a participação dos órgãos públicos, das polícias e da sociedade civil organizada, para a formação de um Conselho de Segurança Pública.

Delson Coêlho disse que o Sindicato estará, mais uma vez, mobilizando a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Paramirim, a Secretária de Segurança Pública do Estado e a própria Superintendência Estadual do BB solicitando providências no tocante à segurança da cidade e das agências bancárias. "É fundamental que pressionemos essas instituições para que haja alguma solução. Os trabalhadores não podem ficar à mercê da irresponsabilidade e inoperância dos responsáveis pela segurança, sendo vítimas constantes de assaltantes".

SEEB-VC
 

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