Bancos eliminam 415 postos só em um mês
O lucro bilionário dos bancos não reflete na contratação de bancários. Pelo contrário. Em fevereiro, as organizações financeiras cortaram 415 empregos. Nos dois primeiros meses do ano, o saldo negativo é de 409 vagas, já que em janeiro foram criados apenas seis postos.
Os bancos em atividade no país realmente não têm compromisso social e os dados mostram. No ano passado, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander passou dos R$ 73 bilhões. Crescimento de 12,8% na comparação com 2017. Quer dizer, podem contratar e melhorar o atendimento ao cidadão. Mas demitem.
Enquanto isso, nas agências a situação só piora. A sobrecarga de trabalho é alta e o atendimento precário por conta da falta de pessoal. Para se ter ideia, nos quatro maiores bancos do país, um bancário é responsável por 847 clientes, em média. É humanamente impossível prestar um serviço de qualidade.
Rotatividade
A rotatividade é uma prática comum utilizada pelas organizações financeiras. Em geral, demitem os funcionários antigos, com salário mais alto, e contratam novos com remuneração bem menor.
O salário médio dos desligados era equivalente a R$ 6.927,00 em fevereiro, enquanto o dos admitidos correspondia a R$ 4.185,00. Na prática, os novos bancários entram recebendo 40% a menos do que os que foram demitidos.
O empregado é pressionado a exaustão para cumprir metas inalcançáveis, se qualifica para crescer na carreira, mas não é valorizado. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Fonte: Seeb Bahia

