Bancos fecharam 2.226 vagas no primeiro trimestre
Os bancos que atuam no Brasil fecharam 2.226 postos de trabalho entre janeiro e março de 2018. Na Bahia, foram 161 empregos a menos, enquanto Sergipe perdeu 46 vagas no mesmo período. Os dados são do Dieese, tendo como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A Caixa foi responsável pelo fechamento de 1.268 postos nos três primeiros meses do ano, devido ao “Programa de Desligamento de Empregados”, lançado em 22 de fevereiro, com prazo de adesão até 5 de março. Os bancos múltiplos com carteira comercial, categoria que engloba o Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil fecharam 1.011 postos no período.
Em seu esforço para cortar custos, os bancos continuam concentrando suas contratações nas faixas etárias até 29 anos, em especial entre 18 e 24 anos. Foram criadas 2.368 vagas para trabalhadores até 29 anos. Acima de 30 anos, todas as faixas apresentaram saldo negativo (ao todo, -4.594 postos), com destaque para a faixa de 50 a 64 anos, com fechamento de 2.701 postos no período.
A lógica por trás destes números é bem simples, demitem trabalhadores mais experientes e contratam mais jovens, que ganham menos. Com isso, promovem o achatamento salarial e aumentam ainda mais os seus lucros.
As demissões sem justa causa representaram 48,0% do total de desligamentos no setor bancário entre janeiro e março de 2018. As saídas a pedido do trabalhador representaram 44,7% dos tipos de desligamento.
Nesse período foram registrados, ainda, 11 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador, modalidade criada com a aprovação da Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017. Os empregados que saíram do emprego nessa modalidade apresentaram remuneração média de R$6.595,09.
Com informações da Contraf.

