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redes sociais 2023

Caixa: Empregados cobram respeito às negociações

A direção da Caixa vem implementando uma série de mudanças sem a necessária discussão com o movimento sindical, como determina a Cláusula 49 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Por isso, a Confederação Nacional do Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) enviou ofício à direção do banco cobrando a participação prévia da representação dos empregados nas discussões sobre os novos rumos definidos pela empresa, especialmente no que se refere à transformação da Caixa em um banco digital.

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O texto do ofício solicita “providências em relação às recentes modificações no modelo de trabalho e gestão da empresa, as quais impactam diretamente os trabalhadores.” Ressalta ainda que “tais alterações estão integralmente vinculadas ao processo de digitalização da atividade bancária, que, por meio do uso intensivo de tecnologia da informação e inteligência artificial, busca implementar uma nova modalidade de prestação do trabalho bancário.”

A cláusula 49 do ACT/Caixa estabelece que “as relações entre a Caixa e as entidades sindicais serão especialmente regidas pelos princípios de negociação permanente e boa-fé”.

O parágrafo primeiro da cláusula especifica que “reconhece-se a Mesa Permanente de Negociação como importante espaço de diálogo entre a Caixa e a Contraf, para o aprimoramento das relações de trabalho, inclusive com discussão sobre impactos na vida funcional dos empregados decorrentes da implantação de novos processos de trabalho pela empresa.”

No ofício, a Contraf reforça que “depreende-se do texto normativo, portanto, que qualquer ação que promova alterações na forma de trabalho dos empregados da Caixa deve, necessariamente, ser discutida na mesa de negociação permanente. Isso se aplica a iniciativas como o Programa TEIA e seus efeitos nas funções, o fechamento de agências e a abertura de agências digitais, a implementação do Caixa Verso e outras ações divulgadas e implementadas pela empresa, sem que tivessem sido discutidas com a comissão de empregados.”

Ao final, a representação dos empregados cobra providências da Caixa para negociação dos temas e cumprimento do ACT em vigor.

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