Com fim do auxílio emergencial, desemprego será pior 2021
Segundo especialista, o mercado de trabalho não terá força para reabsorver os empregos perdidos por conta da pandemia. Por isso, o saldo do emprego será ainda pior em 2021. A previsão é que sejam alcançados números históricos no período.
Mesmo com as contratações com carteira assinado superando as demissões pelo segundo mês consecutivo, o país teve muitas perdas acumuladas durante o ano e isso será refletido em 2021. Economistas preveem um salto de 13,8%, do patamar atual, para 17% nos próximos meses.
Além disso, ainda há a preocupação com os acordos de trabalho que foram suspensos ou reduzido, estes equivalem a um em cada quatro profissionais com carteira assinada. Com o fim desses acordos, é esperado que os empresários adequem a folha salarial para um nível de faturamento menor. Então, haverá demissões.
Somado a isso, um estudo da FGV estima que o fim do auxílio emergencial em dezembro deve deixar 38 milhões de brasileiros desamparados. Esse número corresponde ao número de pessoas que receberam a primeira parcela do auxílio, mas não estão inscritas no Cadastro Único e, portanto, não vão receber o Bolsa Família quando o benefício for encerrado.

