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Cúpula Mundial debate papel da América Latina no mundo multipolar

Em seu segundo dia, nesta terça-feira (17/6), lideranças políticas, representantes institucionais, acadêmicos e dirigentes sindicais de diversos países participaram, em Salvador, da Cúpula Pública Mundial Regional na América Latina, encontro que reuniu delegações internacionais para debater desenvolvimento, cultura, patrimônio e o papel dos povos na construção de uma nova ordem internacional.

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A programação incluiu a Sessão Plenária “América Latina e a Formação do Mundo Contemporâneo: Ideias, Cultura, Patrimônio”, reunindo representantes do Brasil, Rússia, Cuba, Argentina, Uruguai e outros países.

Durante a abertura, a secretária-geral da Assembleia dos Povos do Mundo, Alena Dolgopolova, destacou o caráter internacional do encontro e afirmou que a realização da etapa latino-americana dá continuidade ao processo iniciado neste ano durante a realização da cúpula regional na Índia.

Segundo Alena, o encontro realizado anteriormente reuniu mais de 1,5 mil participantes de 27 países e simbolicamente transferiu para a América Latina a responsabilidade de sediar o novo ciclo de debates.

“A América Latina representa um espaço único onde, ao longo dos séculos, foi formada uma cultura de síntese — a união de diferentes tradições civilizacionais, culturais e visões de mundo”, afirmou.

Ainda segundo a dirigente, o patrimônio histórico e espiritual da região, combinado com sua identidade e compromisso com a justiça social, torna a América Latina um ator relevante na construção de um mundo multipolar.

Ao destacar a escolha do Brasil como sede da etapa regional, Alena ressaltou o papel do país nas articulações internacionais.

“Hoje somos calorosamente recebidos aqui pelo Brasil, participante ativo das iniciativas internacionais no âmbito dos BRICS e um dos principais centros geopolíticos do mundo multipolar”, declarou.

A secretária-geral também afirmou que a realização da cúpula em território latino-americano permitirá incorporar aos debates globais experiências próprias da região e fortalecer sua presença humanitária no cenário internacional.

Outro momento da programação foi a exibição de uma mensagem em vídeo do secretário-geral da Assembleia dos Povos do Mundo, Andrey Belyaninov, apresentada após comunicado da organização informando sua impossibilidade de participação presencial.

A mesa reuniu ainda o senador uruguaio Óscar Andrade, o embaixador da Bielorrússia no Brasil, Andrei Andreev, o embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, Paulo Niemeyer, presidente do Instituto Niemeyer, além de representantes da Rússia, Cuba, Argentina e Brasil.

Representando o sindicalismo brasileiro, o presidente da CTB, Adilson Araújo, defendeu a unidade internacional dos trabalhadores como ferramenta para enfrentar desigualdades e fortalecer direitos.

Fonte: CTB. 

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