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28ª Conferência dos Bancários da Bahia e Sergipe

Em negociação com a Caixa, os empregados pedem respeito

Fim do teto de custeio do Saúde Caixa, mudança do modelo de remuneração variável do SuperCaixa e a construção conjunta de um novo modelo de atendimento nas agências foram as principais reivindicações apresentadas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) à direção da Caixa, na rodada de negociação de terça-feira (26/05), em Brasília (DF). Mais uma vez, a CEE saiu da reunião sem uma proposta concreta que venha a atender a categoria.

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Na mesa, os representantes dos empregados cobraram a retomada das negociações do Saúde Caixa, principalmente sobre o fim do teto de custeio, para garantir a sustentabilidade do plano de saúde.

O banco precisa discutir também a mudança no modelo de remuneração variável implementado pelo banco, o SuperCaixa e o BonusCaixa. O programa SuperCaixa não contemplou todos os empregados, atingindo apenas trabalhadores da rede, enquanto áreas como matriz e centralizadoras permaneceram sob outro modelo de remuneração. As mudanças acarretaram distorções e perdas financeiras significativas para os empregados que, mesmo atingindo metas individuais, deixaram de receber premiações devido a fatores externos ao desempenho pessoal. Além de ter sido implementado de forma unilateral, o SuperCaixa vem provocando desmotivação, sensação de tratamento desigual e insegurança entre os trabalhadores.

Já com relação ao modelo de atendimento nas unidades do banco, os membros da Comissão apresentaram diversas críticas ao processo de digitalização adotado. Segundo eles, o banco estaria impondo uma “digitalização forçada” aos clientes e aos empregados, com metas de tempo e cobranças por atendimentos virtuais simultâneos ao presencial, o que tem gerado sobrecarga, precarização do atendimento e riscos psicossociais aos trabalhadores. Os empregados vêm sendo pressionados a atender clientes presencialmente e, ao mesmo tempo, responder às demandas do projeto Gênesys para evitar penalizações. Falta diálogo com os empregados que atuam diretamente nas agências.

Durante a reunião, os dirigentes sindicais apresentaram uma série de denúncias recebidas pelos sindicatos sobre as condições nas agências da Caixa. Segundo elas, empregados de diferentes regiões do país vêm demonstrando desespero diante da sobrecarga, da cobrança excessiva por metas no atendimento digital e da falta de estrutura nas unidades.

Posição da Caixa

Diante das cobranças e denúncias feitas pelos representantes dos trabalhadores, a Caixa se comprometeu que não haverá ranqueamentos internos entre unidades, considerando número de mensagens enviadas aos clientes, quantidade de empregados logados e volume de atendimentos realizados.

Após questionamentos, a Caixa afirmou que não há penalização no resultado para tempo de resposta superior a cinco minutos por parte do empregado. De acordo com o banco, a penalização existe quando ocorre o transbordo para a agência digital.

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