Entidades sindicais cobram da Caixa medidas para proteção dos empregados
Preocupadas com as filas cada vez maiores nas agências da Caixa de todo o país, devido ao pagamento do auxílio emergencial, as entidades representativas dos bancários estão cobrando da empresa a adoção de medidas para evitar a contaminação de funcionários e clientes pelo coronavírus (Covid-19).
Em carta enviada à direção do banco, as entidades sindicais reivindicam que a Caixa coloque em prática imediatamente ações para evitar a aglomeração de pessoas nas agências, tais como instituição do sistema de agendamento por telefone, plano de saúde para todos, organização de filas por profissionais especializados, antecipação do calendário de vacinação, EPI e campanha de esclarecimento.
Confira as reivindicações dos empregados:
1. Instituição de sistema de agendamento para atendimento aos pagamentos do Auxílio Emergencial, de pensionistas e aposentados, e daqueles que demandem os serviços essências;
2. A organização das filas em salas de autoatendimento ou nas áreas externas da agência deve ser responsabilidade da direção da Caixa, com a contratação de pessoal especializado nessa tarefa;
3. Os equipamentos de proteção individual - EPI devem ser condição para o funcionamento das unidades do banco, sem os quais, se tornam inviáveis as atividades dado o risco de exposição ao contágio do novo coronavírus. Deve ser mantido o suprimento de materiais de assepsia e proteção individual, como álcool em gel e máscaras, bem como barreira protetora de acrílico nos guichês de atendimento.
4. O modelo de teletrabalho deve ser adotado, onde não houver, e ser mantido em níveis máximos, principalmente nas “áreas meio”. Na rede de agências deve ser mantida a política de rodízio semanal, quando não for possível o teletrabalho, inclusive para os trabalhadores terceirizados e prestadores de serviço;
5. A Caixa deve envidar esforços na maximização de campanhas de esclarecimento à população, com foco dirigido aos segmentos mais vulneráveis para a obtenção do auxílio emergencial pelos meios digitais e para, ao cabo, minimizar a utilização de serviços presencias;
6. A direção da Caixa deve antecipar o calendário de vacinação oferecida aos empregados para imunização contra o vírus H1N1 e estender o serviço aos dependentes dos empregados com custo reduzido;
7. A direção da Caixa deve dar continuidade aos processos negociais com as representações sindicais dos empregados a fim de se evitar a implementação de medidas de caráter trabalhista de forma unilateral, tais como previsto nas Medidas Provisórias 905/19 e 927/20;
8. A direção do banco deve garantir o ingresso no plano de assistência “Saúde Caixa” aos empregados não cobertos. Tal medida dará melhores condições de atendimento, considerando, também, que há no segmento, quantidade expressiva de pessoas com deficiência;
9. Que a direção da Caixa pleiteie que, além das atividades bancárias, os bancários sejam considerados trabalhadores em atividade essencial, para que no decorrer da pandemia, sejam considerados parte das políticas de saúde pública;
10. Dada a atual situação, reivindica-se a suspensão provisória da cobrança das dívidas do Credplan, conforme medidas semelhantes tomadas em diversas outras entidades públicas e privadas;
11. Estabelecer prazo maior para o equacionamento da Funcef, visando a redução dos valores mensais e propiciar melhores condições às finanças pessoais dos participantes;
12. A direção da Caixa deve assumir o custeio de todo o atendimento decorrente de assistência psicológico-psiquiátrica dos empregados no período que durara a pandemia da Covid-19;
13. Haja vista a maior procura pelas unidades da Caixa em todo o país, faz-se necessário que a direção do banco proceda com o reforço na estrutura e logística para suportar o maior volume de operações nessa fase de pandemia, com prioridade para aquelas agências em localidades mais afastadas das capitais dos Estados;

