Festa e protesto marcam o Dia do Bancário em Salvador
Com uma mesa repleta de frutas, bolos e sucos,
bancários e clientes festejaram a data ao som da banda de fanfarra. O mascote
do SEEB-BA Chequinho, marca registrada da campanha salarial, também marcou
presença no evento, principalmente por interagir com o público que estava na
agência.A data, que é histórica para a categoria, relembra a conquista da extinção do trabalho aos sábado e a jornada de 30 horas, o que aconteceu após 69 dias de greve em 1951. A vitória foi lembrada pelos diretores da entidade durante abertura do ato.
Protesto
Sobrecarga de trabalho, pressão por metas e assédio moral são apenas alguns dos problemas enfrentados cotidianamente pela categoria, que vem encolhendo ao longo dos anos. Para se ter uma idéia, em 1989 a Bahia tinha 27 mil bancários. Hoje, na base do SEEB-BA, existem apenas 17 mil, segundo o Departamento Sócio Econômico do Sindicato.
Junto com os empregos, os salários do setor também diminuíram. Na década de 1990 o piso salarial dos bancários era equivalente a quatro ou cinco salários mínimos, hoje representa pouco mais que dois. O pior ainda é que neste mesmo período o trabalho aumentou na mesma proporção que os lucros dos bancos, que atingem a casa dos bilhões todos os anos.
Exatamente por isso, o SBBA está intensificando a mobilização nas agências, para mostrar a bancários e clientes a necessidade de mudanças na relação das instituições financeiras com a sociedade. Afinal, o setor mais lucrativo da economia precisa sim oferecer um salário justo aos funcionários e um atendimento de qualidade à população.

