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Funcionários do Itaú sofrem com as cobranças do Decola

Os sindicatos estão recebendo uma série de reclamações dos bancários do Itaú sobre o programa Decola, que foi implementado em julho. Na apresentação para a Comissão Executiva dos Empregados (COE), o banco disse que o programa visava trazer maior equilíbrio entre o peso coletivo, o individual e a satisfação dos clientes. Mas, na prática, seu maior efeito é o aumento da cobrança para os trabalhadores.

Em denúncia ao sindicato, um funcionário do Itaú informou que com o programa, o bancário tem que fazer 30 contatos com clientes durante o dia, sendo que pelo menos três deles, precisam resultar na contratação de produtos do banco. O trabalhador precisa também fazer cinco contatos de renegociação, que podem ser incluídos nos 30 obrigatórios.

O bancário do Itaú relata ainda que a cobrança pelos contatos tem deixado os funcionários angustiados e estressados, pois nem sempre é possível cumprir a meta diária de contatos. Caso não consiga completar, o trabalhador precisa compensar as metas no dia seguinte, tornando o processo ainda mais difícil.

“Apesar das várias conversas com o Itaú, que trouxe um especialista para explicar para os membros da COE as alterações no programa na última reunião, cada dia que passa, fica mais claro que se trata de mais um instrumento para aumentar o adoecimento psicológico dentro das agências. Temos informações que alguns gestores estão pressionando ao ponto de ameaçar não deixar o funcionário sair da agência, caso não consiga cumprir a nova rotina de contato”, lamentou a diretora de Saúde da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andréia Sabino, que integra a COE Itaú.

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