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28ª Conferência dos Bancários da Bahia e Sergipe

Funcionários dos bancos privados definem prioridades para a campanha

Funcionários dos bancos privados na Bahia e Sergipe se reuniram na tarde deste sábado (30/5), em Salvador, para definir as prioridades para a campanha salarial 2026. Demissão, fechamento de agências, adoecimento e assédio moral foram alguns problemas em comum relatados por trabalhadores do Itaú, Bradesco e Santander.

Outros temas comuns em discussão foram o plano de saúde e a nova NR1, que está em vigor desde o dia 26 de maio, e que obriga as empresas gerenciem seus riscos psicossociais e garante a saúde dos funcionários.

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Também foram discutidas questões específicas de cada empresa.

Itaú

No Itaú, além do fechamento das agências e o adoecimento, os funcionários que se afastam para tratar a saúde sofrem com convocações sucessivas para exames médicos, uma coisa que o movimento sindical está monitorando para poder prevenir qualquer abusividade. Um outro ponto importante é a questão do plano de saúde dos aposentados, que chega a triplicar de valor por pessoa, o que tem levado muitos trabalhadores a ficarem sem assistência médica no momento em que mais precisam.

“Levaremos essas pautas para que sejam avaliadas por outras federações e possam se somar às nossas reivindicações da campanha nacional. Os colegas trouxeram aqui vários exemplos desses temas e tiveram a oportunidade também de trazer essas denúncias, de comentar o dia a dia e isso é extremamente importante para que nós possamos representá-los de uma forma mais fidedigna, com o que realmente está acontecendo nas agências e para que possamos ter uma reivindicação mais próxima do que realmente a nossa categoria está precisando”, ressaltou a diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e membro da COE Itaú, Luciana Dória.

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Bradesco

A volta da homologação da demissão no sindicato, adoecimento, a atualização dos exames médicos e plano de saúde para os aposentados foram algumas das pautas específicas apontadas pelos funcionários do Bradesco. Outra questão levantada foi o estabelecimento do ROE de 15,5% como meta para o pagamento de alguns programas. “A gente precisa brigar para que isso diminua para um nível razoável, onde realmente os bancários possam atingir e receber o prêmio que é proposto no Supera e outros programas internos, para que o banco possa dividir esses valores com os funcionários, que fazem esse trabalho diariamente e proporcionam esses lucros absurdos que o banco vem tendo”, afirmou José Venas, que integra a COE Bradesco.

Já o coordenador da COE Bradesco, Ronaldo Ornelas, destacou que o banco adota uma estratégia voltada à redução dos custos físicos, o que, na prática, tem significado o fechamento de unidades e a eliminação de postos de trabalho. Segundo ele, o banco possuía uma forte capilaridade no interior e vem reduzindo significativamente sua presença física, prejudicando não apenas os bancários, mas também parte da população que enfrenta dificuldades para utilizar os canais digitais. O dirigente chamou atenção para os impactos sociais da digitalização dos serviços, especialmente para idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade digital, além dos efeitos sobre a saúde mental dos trabalhadores submetidos à pressão por resultados e à sobrecarga de trabalho.

Santander

A realidade não é diferente no Santander. O diretor José Antônio informou que apenas no primeiro trimestre deste ano o banco fechou 73 agências no Brasil. Em muitos casos, uma única unidade passou a absorver a demanda de até quatro agências encerradas, aumentando a pressão sobre os trabalhadores e prejudicando o atendimento aos clientes. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o Santander reduziu sua rede física de 2.430 para 1.695 unidades em todo o país, o que representa o fechamento de 735 agências. Em Salvador, entre sete e oito unidades deixaram de funcionar recentemente.

Para a presidente da Feebbase, Andréia Sabino o encontro foi muito participativo. “A gente entende que os três bancos têm as mesmas pautas. Todos os três bancos muito preocupados com o fechamento de agências, com as demissões, com o adoecimento da categoria, com o assédio. Todas essas questões são muito próximas. Então, a nossa luta é para que a gente possa realmente unificar e levar uma pauta com mais força, informando que é a luta dos três bancos. Portanto, a gente precisa de soluções para os três bancos também”.

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