Itaú apresenta programa de diversidade
Em reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) na última sexta-feira (17/12), a direção do Itaú apresentou um projeto de diversidade, que deu início ao debate de Diversidade na COE, para a construção de um ambiente melhor de trabalho
A agenda de diversidade do banco apresentada na reunião foi restrita a quatro pilares: gênero, raça, pessoas com deficiência e LGBTQIA+, o que representa um bom começo para a discussão sobre o tema.
A pauta da Diversidade é historicamente levantada pelos trabalhadores, que pedem a promoção da igualdade salarial entre homens e mulheres, brancos e negros e o combate a toda e qualquer forma de discriminação contra as mulheres, identidades raciais, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e contra intolerância religiosa e política.
Entre as ações apresentadas pelo banco que alcançam os pilares gênero e raça, está a parceria com o Projeto Descubra, em Belo Horizonte, que atua para que jovens, em idade apropriada, sob a tutela do Estado (ou seja, que tiveram que ser afastados das famílias ou que foram abandonados por elas e vivem em abrigos públicos) sejam encaminhados ao mercado de trabalho. Por meio do Projeto, o banco capta colaboradores para o programa Jovem Aprendiz, alçando jovens negros, especialmente mulheres jovens e pretas.
No pilar LGBTQIA+ o banco apresentou uma agenda que inclui o respeito aos nomes sociais, implementação de protocolo de acolhimento nos ambientes de trabalho e questões que envolvem a saúde dos trabalhadores, com o treinamento de médicos para melhor atender pessoas trans. Já no pilar da população com deficiência, o banco destacou o aprimoramento constante da acessibilidade de ferramentas de trabalho e de treinamento.
Outros temas da reunião
Na reunião, a COE e o Itaú debateram também o banco de horas e o fechamento de agências. Em mesa de negociação anterior, que ocorreu no dia 2 de dezembro, o COE cobrou do Itaú uma posição sobre demissões e o fechamento de agências de todo país. Os trabalhadores apontam que muitos desligamentos ocorrem pela cobrança de metas abusivas e avaliações de performance. A COE reclamou também do fechamento de agências, cobrando a realocação dos funcionários das unidades fechadas.
No encontro, foi discutida também a questão do banco de horas negativas, cujo acordo vence em agosto de 2022. O Itaú apresentou o resumo de horas devidas e ainda tem um número alto de funcionários devendo horas. Em dezembro de 2020, eram 5.962 pessoas devendo horas. Agora, em dezembro de 2021, são 2.784 funcionários, uma redução de 53%. Esses números preocupam, pois o total de funcionários devendo mais de 400 horas – 764 colaboradores – ainda é muito grande.
Segundo dados apresentados pelo banco na reunião, atualmente são 1.503 trabalhadores devendo entre 50 e 200 horas; 515 entre 200 e 400 horas; e 764 acima de 400 horas.
Com informações da Contraf.

