Juros bancários atingem picos e inadimplência dispara, ameaçando a estabilidade financeira do trabalhador brasileiro
Dados recentes divulgados pelo Banco Central (BC) revelam um aumento significativo nos juros bancários e um recorde preocupante na taxa de inadimplência, indicando um aperto financeiro para milhões de brasileiros.
A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações de crédito para pessoas físicas e empresas alcançou 46,3% ao ano em outubro, o maior patamar em oito anos. Esse avanço é reflexo direto da manutenção da Taxa Selic em 15% ao ano, a mais elevada em quase duas décadas, utilizada como ferramenta para tentar controlar a inflação.
Para as pessoas físicas, os juros médios atingiram 58,7% ao ano, enquanto a inadimplência bancária total bateu recorde histórico, chegando a 4% em outubro. No caso específico dos indivíduos, a taxa de inadimplência subiu para 4,9%, o maior nível desde 2013, evidenciando a crescente dificuldade das famílias em honrar seus compromissos.
O endividamento das famílias com os bancos também preocupa, somando 49,1% da renda acumulada até setembro de 2025 – o maior valor desde 2022. Mesmo com pequenas quedas em algumas linhas, produtos como o cartão de crédito rotativo (com juros superiores a 400% ao ano) e o cheque especial continuam sendo armadilhas financeiras, consumindo uma parcela cada vez maior da renda dos trabalhadores.

