Manifestação em agência e debate na Assembleia contra o desmonte do BB
O Sindicato dos Bancários da Bahia realiza nesta nesta quarta-feira (14/12), pela manhã, uma manifestação contra o plano de reestruturação do Banco do Brasil, na agência IAPI, em Salvador. Esta unidade é uma das previstas para fechar no plano do BB, imposto de forma autoritária pela direção da empresa, que pretende desativar 402 agências até 2017 e reduzir o quadro de funcionários, com a saída de 9.409 funcionários até dezembro deste ano.

Já à tarde, a partir das 14h, acontece uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo, solicitada pelo deputado Fabrício Falcão (PCdoB), para debater o plano de reestruturação do BB e suas consequências para a sociedade e funcionários do banco.

Debate na Câmara de Deputados - A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) debateu nesta terça-feira (13) o plano de desmonte do BB. O líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Daniel Almeida (BA), propôs que o Parlamento ouvisse trabalhadores e representantes sindicais, além de dirigentes do banco.
“Não podemos permitir, passivamente, esse desmonte e a penalização dos funcionários. O que está ocorrendo com o Banco do Brasil pode ser repetido em outros bancos públicos e em outras estatais”, avaliou o parlamentar, que promoveu a audiência juntamente com a deputada federal Érica Kokay (PT-DF).
Estavam presentes no debate, entre outros, o diretor de Gestão de Pessoas do Banco do Brasil, José Caetano Minchillo, e os dirigentes sindicais da Contraf, Carlos de Souza; e do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos e Fábio Ledo, membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.
Para Augusto Vasconcelos, não é à toa que o presidente Temer deu declarações públicas para afirmar que “os trabalhadores da instituição eram supérfluos, e que alguns deles poderiam ser descartados. O ataque ao Banco do Brasil não é isolado. É um ataque à sua vocação pública, que elimina políticas sociais e de distribuição de renda”.
O Ministério Público do Trabalho realizará uma audiência na próxima semana com os representantes das partes. A intenção é mediar a relação dos sindicatos e confederações com o Banco do Brasil nesta “readequação”.

