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redes sociais 2023

Mercado de trabalho segue fechado para pessoas trans

Neste Dia da Visibilidade Trans, 29 de janeiro, a realidade do mercado de trabalho brasileiro escancara uma exclusão estrutural que atinge travestis, mulheres e homens trans. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelam que, em 2023, apenas 25% das pessoas trans estavam empregadas formalmente, percentual inferior ao da população em geral. Além disso, os rendimentos médios dessa população são 32% menores que a média nacional, evidenciando que a discriminação não se limita ao acesso ao emprego, mas também à valorização profissional.

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A desigualdade é ainda mais profunda entre mulheres trans, cuja taxa de participação no mercado formal é de apenas 20,7%, contra 31,1% entre homens trans. Mesmo quando possuem ensino superior completo, pessoas trans recebem, em média, 27,6% menos do que trabalhadores não trans com a mesma escolaridade.

Para Bruna Benevides, presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o principal obstáculo não é a qualificação profissional, mas a transfobia estrutural. “A exclusão começa na escola e se consolida na recusa de contratação. Pessoas trans enfrentam informalidade forçada, subemprego, rotatividade e assédio”, afirma.

Segundo Benevides, é fundamental a atuação direta do Estado, com ações afirmativas, reserva de vagas, estímulo à contratação com garantia de direitos e fiscalização rigorosa contra práticas discriminatórias. “Sem políticas estruturadas, a empregabilidade seguirá sendo uma promessa vazia”, alerta.

Visibilidade é trabalho digno

Neste Dia da Visibilidade Trans, a CTB reafirma que não há justiça social sem trabalho digno, com direitos e respeito à diversidade. Dar visibilidade à população trans é denunciar a exclusão, cobrar políticas públicas e fortalecer iniciativas que rompem com a lógica da discriminação.

A luta por igualdade no mercado de trabalho é parte indissociável da luta sindical e da defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade de todas as pessoas que vivem do trabalho.

Fonte: Portal CTB.

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