No Bradesco, paralisação contra as demissões
Enquanto o acumula lucro líquido recorrente de R$ 12,834 bilhões só no primeiro semestre de 2021, alta de 68,3% em relação ao mesmo período de 2020, o Bradesco, segundo maior banco privado do país, demite os funcionários e fecha agências, deixando a população na mão.

Em 12 meses, foram cortados 9.425 postos de trabalho. Na Bahia, entre janeiro e maio, foram 61 demissões. Os desligamentos acontecem em um dos momentos mais graves da história do país, com a pandemia do coronavírus e a crise econômica, que comprometem o orçamento de milhões de famílias brasileiras.
Além das demissões, o Bradesco também fecha agências e, em alguns casos, deixa todos os moradores de um município sem serviço. Em um ano, 999 unidades tiveram as atividades encerradas.
A empresa agora investe na abertura de agências de negócios, com poucos funcionários e sem qualquer segurança. Paralelamente, amplia a cobrança por metas, tornando o ambiente de trabalho adoecedor.
Diante do cenário, o Sindicato dos Bancários da Bahia amplia as ações para alertar a população e cobrar do banco mudança de postura. Em Salvador, os diretores da entidade paralisaram a agência da Calçada, nesta quinta-feira (11/08), até às 11h.
O presidente do Sindicato, Augusto Vasconcelos, denunciou a postura de desrespeito. "Por trás de belas propagandas do Bradesco, os trabalhadores estão adoecendo com metas cada vez mais abusivas e desligamentos arbitrários. Seguimos enfrentando a ganância dos bancos e em defesa do emprego".
O diretor da entidade e membro da COE, Élder Perez, destaca a boa receptividade da população às manifestações. "As várias demonstrações de apoio da população, podem sinalizar que as pessoas também se sentem vítimas do processo encolhimento do banco."
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.

