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Nota de repúdio: Bradesco presença violenta

Nota de repúdio ao comportamento truculento do Bradesco na greve publicada no jornal Diário da Bahia, da região de Itabuna, assinada pelo Sindicato dos Bancários de Itabuna, Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e CTB-BA.


Bradesco presença violenta

O Banco Bradesco fez-se presente neste nono dia de paralisação nacional dos bancários, praticando uma completa violência ao direito de greve. Dessa feita, determinou na noite desta quinta-feira (02), que seus empregados detentores de cargos de chefia, passassem a noite em alerta, na expectativa de a qualquer momento, serem orientados a adentrarem as unidades bancárias da cidade de Itabuna. Foram acordados por volta das 4h da manhã e as 5h, já estavam no interior das agências. Esta é uma atitude que atenta contra o direito de greve, uma prerrogativa constitucional, qualificando um ato anti-sindical.

Como se não bastasse, a gerência regional orientou que seus gerentes convocassem os demais empregados para as proximidades das agências e informassem a Polícia Militar que os grevistas estavam impedindo os seus trabalhadores de ingressarem no local de trabalho. Com a presença dos PMs, os gerentes ameaçaram seus subordinados de demissão, deixando claro que, quem não voltasse ao serviço estaria aderindo a greve e consequentemente passivo de demissão. Dessa forma, sob forte coação os bancários do Bradesco voltaram aos seus postos de trabalho.

O Bradesco não admite o direito de greve, sua administração é militaresca, um verdadeiro regime de caserna e durante o movimento grevista utiliza de todos os meios de assédio para evitar a paralisação das suas unidades. Liga dia e noite para os celulares dos seus empregados, sempre com a ameaça do rompimento do vínculo empregatício.

Interditos proibitórios - O Bradesco mais uma vez apelou para as malditas e arbitrárias ações possessórias, no afã de utilizar as sentenças liminares da Justiça do Trabalho, para intimidar e coagir seus trabalhadores. Porém, em nossa cidade o judiciário do trabalho se fez crítico e respeitoso e numa atitude louvável negou-se a fazer a vontade dos banqueiros, tanto do Bradesco, como do HSBC e do Itaú, infelizmente, o mesmo não aconteceu na vizinha cidade de Ilhéus.

Polícia Militar - Entendemos que o papel da PM é manter a ordem pública e não sucumbir aos desígnios dos banqueiros ou qualquer outro empregador que esteja às voltas com determinado movimento grevista. Os banqueiros jogam sujo, são violentos e mentirosos e a Polícia precisa ter cuidado para não ser utilizada como força a serviço dos seus maculados interesses.

Apesar de atitudes que provocam intenso repúdio, a greve dos bancários continua forte em todo país e terá fim, não com a brutalidade, mas sim, com um acordo salarial que contemple melhores salários e condições digas de trabalho.

 
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE ITABUNA E REGIÃO
FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS DA BAHIA E SERGIPE
CTB - CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL


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