Novas denúncias de assédio na Caixa
O assédio moral vem se confirmando como uma prática da gestão bolsonarista na Caixa. Após o escândalo envolvendo o ex-presidente Pedro Guimarães, as denúncias agora envolvem a futura presidente da Caixa Corretora, Camila Aichinger, acusada de quatro acusações de assédio moral na corregedoria do banco público. Todas tratam do período em que Aichinger presidiu Caixa Seguridade, entre junho de 2021 e maio deste ano.
Em uma reportagem, o jornal Folha de S.Paulo informa ter obtido relatos de quatro funcionários da instituição, com histórias de xingamentos, abusos verbais e humilhação em público. “Não eram situações pontuais ou esporádicas. Era um comportamento constante de gritos, xingamentos e ameaças, por qualquer motivo”, afirma o relato de um denunciante ao jornal. “Os gritos eram tão altos que era possível ouvir o que era dito de fora da sala”, diz o texto.
Os xingamentos eram semelhantes aos denunciados em relação ao ex-presidente Guimarães. Ambos se referiam a pessoas que os desagradavam com termos como “faixa branca”, “júnior” ou “pau mole”. Pelas denúncias contra a executiva, os funcionários alvos do assédio moral pediram a mudança no comportamento da dirigente.
A partir das denúncias, a corregedoria do banco vai decidir se abre um processo formal contra Aichinger. A punição pode ir de advertência a demissão. Além disso, pode haver responsabilização civil. Desse modo, o ex-funcionário pode ter de arcar com eventual multa que o banco receber por causa dos abusos.
Procurada pelo jornal, a Caixa não comentou o andamento do caso ou o conteúdo das denúncias. Alegou que, “por imposição legal, não divulga informações relacionadas a procedimentos correcionais”. Aichinger teria sido procurada, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.
As denúncias contra Camila Aichinger confirmam que a política do assédio se tornou um método de gestão na Caixa, durante o governo Bolsonaro. A prática tem levado os empregados ao adoecimento físico e mental. A falta de punição dos assediadores estimula esta postura, por isso, o movimento sidnial continua cobrando punição para Pedro Guimarâes e todos os envolvidos com o assédio na empresa.

