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Pesquisa revela que em 2014 ocorreram 3.150 ataques a bancos no país

Em 2014, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os ataques a bancos subiram 7% e alcançaram 3.150 ocorrências em todo o país. Desse total, 2.373 foram arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos (muitos com uso de explosivos).

Os assaltos, por outro lado, consumados ou não, somaram 777. Esses dados integram a oitava edição da Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada com base em notícias da imprensa, estatísticas disponíveis de secretarias estaduais de segurança públicas e com informações de sindicatos e federações de bancários e vigilantes.

O número de ataques por estados e regiões revela que São Paulo continua liderando o ranking, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. A região Sudeste segue com a maior incidência de ataques, estando na lista ainda o Nordeste, o Sul, o Centro-Oeste e o Norte.

Para cobrar providências do governo federal, os representantes dos bancários e vigilantes vão encaminhar cópia da pesquisa para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O objetivo é solicitar uma audiência para discutir os ataques a bancos e medidas para proteger a vida das pessoas. Também, nessa ocasião, será cobrada a responsabilização civil e criminal dos executivos dos bancos e das empresas de segurança, que olham as despesas de segurança e vigilância como custos, e não como investimentos.

Os estabelecimentos financeiros, por outro lado, não podem continuar vulneráveis, expondo ao risco a vida de trabalhadores e clientes, pois os assaltantes não poupam ninguém e estão cada vez mais ousados, aparelhados e explosivos para alcançarem seus objetivos.

Para garantir segurança nas unidades bancárias, confira as propostas de bancários e vigilantes:

- Porta giratória com detector de metais antes da sala de autoatendimento com recuo em relação à calçada, onde deve ser colocado um guarda-volumes com espaços chaveados e individualizados;
- Vidros blindados nas fachadas externas;
- Câmeras de vídeo em todos os espaços de circulação de clientes, bem como nas calçadas e áreas de estacionamento, com monitoramento em tempo real e com imagens de boa qualidade para auxiliar na identificação de suspeitos;
- Maior controle e fiscalização do Exército no transporte, armazenagem e comércio de explosivos;
- Instalação de caixas eletrônicos somente em locais com segurança; biombos ou tapumes entre a fila de espera e a bateria de caixas; divisórias individualizadas entre os caixas, inclusive os eletrônicos;
- Ampliação do número de vigilantes visando garantir o cumprimento integral da lei 7.102/83 durante todo horário de funcionamento das agências e postos de atendimento;
- Contratação de mais bancários para agilizar o atendimento nos caixas e acabar com as filas, evitando a ação de olheiros e prevenindo a "saidinha de banco";
- Isenção das tarifas de transferência de recursos (DOC, TED) para reduzir a circulação de dinheiro e combater o crime da "saidinha de banco";
- Fim da guarda das chaves de cofres e das unidades por bancários e vigilantes, ficando depositadas na sede das empresas de segurança;
- Proibição do transporte de valores por bancários;
- Operações de embarque e desembarque de carros fortes somente em locais exclusivos e seguros;
- Fim do manuseio e contagem de numerário por vigilantes no abastecimento de caixas eletrônicos;
- Atendimento médico e psicológico para trabalhadores e clientes vítimas de assaltos, sequestros e extorsões;
- Escudos com assentos no interior das agências e postos de atendimento para os vigilantes.

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