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Polícia Federal multa bancos em R$ 3,2 milhões por falhas na segurança

A Polícia Federal (PF) multou 13 bancos em R$ 3,223 milhões por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário, durante a 97ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), realizada nesta quarta-feira (17), em Brasília. O campeão de multas foi o Bradesco com R$ 798,4 mil. Em segundo lugar ficou o Banco do Brasil com R$ 695,2 mil, seguido do Itaú com R$ 547,3 mil, Santander com R$ 539,1mil, Caixa com R$ 286,9 mil e HSBC com R$ 154,3 mil.

Veja a aplicação das multas por banco:

BRADESCO - R$ 798.427,22
BANCO DO BRASIL - R$ 695.262,72
ITAU - R$ 547.341,12
SANTANDER - R$ 539.176,28
CAIXA - R$ 286.970,74
HSBC - R$ 154.306,21
MERCANTIL DO BRASIL - R$ 85.132,26
BANCO DO NORDESTE - R$ 31.926,19
BANRISUL - R$ 26.603,56
BANCO DA AMAZONIA - R$ 21.284,13
BMG - R$ 15.961,50
SAFRA - R$ 10.642,06
BANCO DE BRASILIA - R$ 10.642,06

TOTAL - R$ 3.223.676,05

Os bancos foram punidos em processos abertos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp), em razão do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e de normas de segurança. As principais infrações foram número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados, transporte de numerário feito por bancários, falta de detector de metais portátil e cerceamento da fiscalização de policiais federais, dentre outras itens. Houve também aplicação de multas e penalidades contra empresas de segurança, vigilância, transporte de valores e cursos de formação de vigilantes.

Essa foi a segunda reunião da CCASP em 2013 e a primeira sob o comando da titular da Coordenação de Controle Geral de Segurança Privada (CGCSP), delegada Silvana Helena Vieira Borges. A CCASP é integrada por representantes do governo, trabalhadores e empresários.

Abastecimento de caixas eletrônicos

Antes do julgamento dos processos, o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, apresentou um vídeo mostrando vigilantes fazendo abastecimento de caixas eletrônicos em supermercado, shopping e rodoviária no Espírito Santo.

Eles aparecem sentados no chão, contando o dinheiro dos cassetes, em situação de alto risco para esses trabalhadores e os cidadãos que passam no local. Boaventura cobrou o fim da contagem e do manuseio do numerário, bem como a utilização de máquinas que possibilitam a simples troca de cassetes.
A nova coordenadora da CCASP prometeu fazer um estudo sobre o assunto e depois fará um parecer orientando o procedimento, a fim de para garantir segurança nas operações de abastecimento.

Fonte: Contraf

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