Quase 8 mil participantes aguardam a incorporação do REB ao Novo Plano
Após pressão das entidades representativas dos empregados da Caixa, a Funcef vem sinalizando que vai concluir o processo para a incorporação do REB ao Novo Plano. A medida vai beneficiar os 6.443 participantes ativos e 1.161 aposentados e pensionistas, que estão no REB atualmente.
O REB foi criado em 1998, época em que a Caixa vinha sendo preparada para a privatização. Surgiu com direitos rebaixados e benefícios reduzidos para receber os primeiros técnicos bancários.
Desde então, os participantes do REB são submetidos a condições previdenciárias inferiores em comparação aos demais planos. O percentual de contribuição é uma delas. No Novo Plano, a contribuição é de 5% a 12%; no REB, é de somente 2% a 7%, diminuindo a possibilidade de acumular uma reserva maior para a aposentadoria.
Além disso, a base de cálculo de remuneração do REB não inclui CTVA (Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado), ao contrário do Novo Plano. Há outro problema para os participantes do REB – Caso queiram fazer o resgate – embora não seja a melhor opção, na opinião da Fenae, os participantes terão prejuízos, pois não podem resgatar 100% do saldo.
O Novo Plano também é superior em relação à taxa de administração dos aposentados e pensionistas, benefício por invalidez e pensão por morte. O REB também não possui Fundo de Revisão de Benefícios (FRB) - mecanismo que garante aumento real em caso de excedente financeiro no plano.
Outra desvantagem é a base de dependentes, menos ampla no REB. Enquanto no Novo Plano, são permitidos como dependentes os filhos menores de 24 anos, no REB o direito se aplica somente aos menores de 21.
Com informações da Fenae.

