Rumo ao 2º Encontro Nossa América
Nos dias 22, 23 e 24 de setembro será realizado o 2º Encontro Sindical Nossa América, em São Paulo.
Mais de 200 organizações sindicais do continente já manifestaram apoio. "Acabamos de receber uma carta da Federação Latino-Americana de Trabalhadores da Educação e Cultura que diz que confirmou sua adesão", disse Batista Lemos, diretor de relações internacionais da CTB.
O 2º Encontro Sindical Nossa América foi convocado durante o Fórum Social Mundial, realizado no início do ano em Belém do Pará, pelo grupo de trabalho eleito no Encontro Sindical Nossa América, que ocorreu em Quito (Equador) no mês de maio do ano passado. Leia abaixo a versão em português da íntegra da convocatória:
Frente à crise: integração
Estamos vivendo um momento de grave crise do sistema capitalista, crise proveniente dos EUA que prejudica as economias nacionais e da qual emergem dificuldades e desafios inéditos para a classe trabalhadora e o movimento sindical no mundo, inclusive na América Latina.
A crise evidencia os limites históricos do capitalismo e realça a necessidade de denunciar a natureza perversa que emana das relações de exploração entre capital e trabalho. Diante desta realidade é preciso intensificar as iniciativas para unir a classe trabalhadora e o movimento sindical de forma a potencializar a luta por uma resposta enérgica e uma alternativa integradora dos povos e nações do continente, capaz de aprofundar as mudanças progressistas iniciadas na região frente aos desígnios das multinacionais e do poder político e econômico altamente concentrado.
O caos global e suas consequências são descarregadas sobre os ombros dos mais desprotegidos, em primeiro lugar os trabalhadores. Os capitalistas utilizam recursos públicos através de subsídios para proteger os promotores da crise, ao mesmo tempo em que agridem os direitos sociais, provocando desemprego, redução de salários, flexibilização, terceirização e outros retrocessos. Por todos os meios, tratam de salvar suas riquezas e impedir a redução de suas altas taxas de lucros.
A classe trabalhadora também foi afetada em sua unidade pela ofensiva empreendida pelo capital. Dividida, é mais vulnerável ao assédio ideológico das empresas capitalistas. Estas, através de diversos meios, estimulam o individualismo e a dispersão. Só uma férrea unidade dos trabalhadores, fortalecida através da luta pela valorização dos salários e pela defesa consequente de seus direitos, poderá derrotar esta ofensiva, abortando qualquer intento de conciliação de classes, "pactos sociais" ou acordos circunstanciais que não significam solução de fundo para seus problemas.
Companheiras e companheiros. Sé a luta pela unidade sindical, junto aos movimentos sociais, independente das concepções ideológicas e filiação às centrais sindicais mundiais, barrará a ofensiva capitalista e fará com que os ricos, especialmente do setor financeiro, paguem pela crise.
O rumo da história na América Latina, onde ganha nitidez o impasse entre a sombra da
opressão imperialista e a luz de um futuro soberano e socialista, dependerá do protagonismo da classe trabalhadora nas grandes lutas políticas que já estão em curso e numa resposta vigorosa à crise, evitando que seus custos sejam jogados sobre os povos das nações mais pobres.
O sindicalismo comprometido com o progresso social pode e deve jogar um grande papel na definição do nosso destino comum se for capaz de superar o economicismo e elevar o nível de suas mobilizações e batalhas ao plano político.
Valorizando este cenário e os desafios a superar o grupo de trabalho eleito no I Encontro Sindical Nossa América, celebrado em Quito (Equador) em maio de 2008, resolve convocar o II Encontro para a cidade brasileira de São Paulo, Brasil, nos dias 22 e 23 de setembro de 2009.
O II Encontro não deve se limitar a debater o tema. É preciso organizar, elevar o nível de resistência e apontar alternativas, tomando iniciativas unitárias no âmbito de cada país, em cada subsidiária de empresas multinacionais, quando necessário, e em todo o continente americano, promovendo ações de solidariedade conjuntas e logrando, através de um programa mínimo, ampliar e consolidar a unidade na ação.
UNIDADE, SOLIDARIEDADE E LUTA
AVANCEMOS ATÉ O 2º CENTENÁRIO DO INÍCIO DAS LUTAS INDEPENDENTISTAS CONQUISTANDO A SEGUNDA E DEFINITIVA INDEPENDÊNCIA
1º DE ABRIL DE 2009: MOBILIZEMOS PARA O DIA INTERBACIONAL DE LUTA PELOS DIREITOS DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS E CONTRA A EXPLORAÇÃO
1º DE MAIO DE 2009: COMEMOREMOS EM HAVANA OS 50 ANOS DA REVOLUÇÃO CUBANA E OS 70 ANOS DA CENTRAL DOS TRABALHADORES DE CUBA
UM MUNDO MELHOR É POSSÍVEL, PORÉM TEMOS QUE CONSTRUÍ-LO
Esta convocatória foi aprovada pelo Grupo de Trabalho reunido em Belém do Pará, no Brasil, em 30 de janeiro de 2009.
As organizações interessadas em aderir a esta convocatória e-ou receber informação sobre o II Encontro Nossa América podem manter contato através do seguinte E-mail: O endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript para vê-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email.
CTB

