Santander é condenado por demissões e condutas antissindicais
O Santander foi condenado a uma multa de R$ 50 milhões por demissões durante a pandemia, perseguição a dirigentes sindicais e ataques aos participantes dos planos Cabesp e Banesprev. A decisão é da 60ª Vara do Trabalho de São Paulo em uma ação movida pelo Sindicato dos Bancários.
O Sindicato denunciou à Justiça o grande número de demissões em meio à pandemia e a recusa do banco em negociar com a representação dos trabalhadores para tentar evitar tantas dispensas. Foram 3.220 postos de trabalhos eliminados no ano passado.
Na sentença publicada nesta quarta-feira (28/7), o juiz Jeronimo Azambuja Franco Neto, da 60ª Vara do Trabalho de São Paulo, ressaltou que o Santander declarou não possuir nenhum interesse em conciliação, mesmo após ter sido convidado para a primeira proposta conciliatória pela Justiça. Isso demonstra a falta de apreço do banco pelo processo negocial.
Prática antissindical
A sentença também levou em consideração prática antissindical caracterizada pelo corte de 55% do salário de mais de 40 dirigentes sindicais bancários, cipeiros e trabalhadores em estabilidade provisória que ingressaram com ações judiciais de sétima e oitava horas.
A Justiça reconheceu também o abuso do banco nas mudanças unilaterais promovidas pelo na Cabesp e no Banesprev que prejudicaram os participantes.
A condenação demonstra importância da atuação das entidades sindicais bancárias em defesa dos interesses da categoria. É também um sinal claro para que banco respeite as leis brasileiras e os direitos dos funcionários.
O Santander pode recorrer da decisão.

